
Título original em francês: "Manne du Matin" de Hugh E. Alexander
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"Não te deixarei ir se me não abençoares." (Gênesis 32:26)
Jacó estava no momento crítico de sua vida. Diante dele, havia novas responsabilidades a enfrentar; além disso, sentia o peso das promessas relativas ao direito de primogenitura que lhe pertencia. Deus trabalhava nele, querendo conduzi-lo mais longe, fazendo-o compreender suas necessidades espirituais, para poder abençoá-lo grandemente.
No vau de Jaboque, "Jacó ficou só." Há momentos em que devemos saber ficar sós com Deus, para procurar compreender sua vontade. Ele tem algo reservado para nós. Sua graça e fidelidade sempre nos acompanharam, seu amor e proteção não nos deixaram, no passado. Mas o que está diante de nós precisa de renovação do Espírito de Deus, e isso nos será concedido na tranqüilidade e na solidão.
"Lutava com ele um homem." No começo, Jacó não sabia que era Deus. Muitas vezes nós também não sabemos que Deus luta conosco em certa circunstância. Essa luta pode tomar diferentes formas. Algumas situações nos parecem contrárias e lutamos, mas é Deus que está atrás dessa dificuldade e quer empregá-la para nos abençoar, enriquecer e conduzir mais longe.
Lutou com ele "até ao romper do dia." O Senhor, de fato, conduz-nos em sua luz; quer para nós uma nova experiência de sua graça. Há, pois, esperança, porque a claridade do dia está diante de nós. Jacó tinha tido um trabalho difícil e lutas diversas, saindo vitorioso. Mas compreendia agora que precisava de mais e fez esta súplica: "Não te deixarei ir se me não abençoares".
Não é a oração de um homem procurando bênção para si mesmo, para desfrutar da graça divina de modo egoísta. Não há nessas palavras busca de emoções religiosas, agradáveis à carne e muitas vezes ilusórias. É a oração de um cristão que compreendeu sua responsabilidade diante de Deus e do mundo perdido. Deus está atento a essas orações e, se a nossa for assim, não nos fará esperar por seu socorro.