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Que Feridas São Essas?

H. E. ALEXANDER

 


Publicação: Action Biblique – LA MAISON DE LA BIBLE

Título original: D´où viennent ces blessures?


...Que feridas são essas nas tuas mãos?, responderá ele: São as feridas com que fui ferido na casa dos meus amigos” (Zc 13:6).

A profecia é a história escrita antecipadamente. Sim, os profetas do Velho Testamento  profetizaram tendo em vista a graça que nós desfrutamos, sempre buscando, ainda que indiretamente, a salvação que hoje nos é oferecida.

O Espírito Santo os acompanhava para descrever antecipadamente os sofrimentos e a glória do Senhor Jesus que ainda viriam.

 

 

...Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam. A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar...” (I Pe 1:10-12).

É incrível notar que esses homens, “...sujeitos aos mesmos sentimentos...” (Tg 5:17a), a quem o Espírito de Cristo revelava os Seus próprios sofrimentos, puderam descrever séculos antes, com tamanha precisão, os eventos que aconteceriam. Basta vermos os detalhes do Salmo 22, uma descrição divinamente inspirada e precisa. Sim, o Espírito de Cristo estava com Davi descrevendo o sofrimento do Seu Senhor, o Messias, nosso Salvador. Esse mesmo Espírito de Cristo também esteve com Zacarias, que depois de anunciar que haveria “...uma fonte aberta para a casa de Davi... Para remover o pecado e a impureza” (Zc 13:1), faz a seguinte pergunta:

...Que feridas são essas nas tuas mãos?, responderá ele: São as feridas com que fui ferido na casa dos meus amigos” (Zc 13:6).

Essa pergunta ainda ecoa através dos séculos para os verdadeiros cristãos. Não aqueles que apenas se dizem cristãos, mas aqueles que verdadeiramente foram resgatados e nasceram de novo, fazendo parte, consequentemente, do Corpo de Cristo “...Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo” (I Co 12:12).

O profeta pergunta: “...Que feridas são essas nas tuas mãos?” (Zc 13:6a).

Quais feridas? Quem as causaram? E esse sangue precioso que escorre pelas mãos? Quem causou tamanhas feridas?

...Responderá ele: São as feridas com que fui ferido na casa dos meus amigos.” (Zc 13:6b).

Leiam bem: “...feridas com que fui ferido...” (Zc 13:6b).

É bem verdade que houve um traidor, Judas! E também um Simão Pedro que negou três vezes seu Mestre. Mas e os outros dez discípulos? Sim, eles também O abandonaram, como está escrito: “...então, deixando-o, todos fugiram” (Mc 14:50).

Todos partiram: João, como também, Mateus, André, Felipe, Tomé, Tiago e os demais, tal como está registrado nos Evangelhos. Mesmo tendo eles convivido de perto com o Senhor, sendo objeto de Seu profundo amor, “...todos fugiram” (Mc 14:50b).

...Que feridas são essas nas tuas mãos?, responderá ele: São as feridas com que fui ferido na casa dos meus amigos” (Zc 13:6).

Todos eles, cheios de boas intenções, tentaram seguí-Lo, e com amor sincero, tentaram amá-Lo. Eles tiveram o privilégio de conviver com o Senhor, muito mais que qualquer um de nós. Eles viram de perto Seus milagres, puderam escutar Suas palavras maravilhosas sobre a graça de Deus, testemunharam Seus atos de amor e misericórdia para com as multidões e os desfavorecidos. Cheios de boas resoluções, eles acompanharam o Senhor por todo o lado, como na montanha da transfiguração, onde o Senhor revelou coisas que ainda iriam acontecer (Mt 17:1-12), na comunhão da ceia (Lc 22:7-20) e chegaram ao ponto de prometer seguí-Lo até a morte (Lc 22:33).

Eles representam perfeitamente esses “...meus amigos” (Zc 13:6c) que o profeta descreve. E nesse aspecto, somos exatamente iguais a eles.

...Que feridas são essas nas tuas mãos?, responderá ele: São as feridas com que fui ferido na casa dos meus amigos” (Zc 13:6).

Reconheçamos! Somos nós mesmos que O ferimos! O Senhor conhece nosso coração, esse desejo secreto de ser o primeiro, de ser o maior, de ser o melhor. Por mais que possamos camuflar, essa é a nossa natureza, como mostra o texto: “...Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda...” (Mc 10:37). Ele pode ver e sentir de perto essa pecaminosa ambição humana, essa rivalidade e indignação entre irmãos (Mc 10:41), entre igrejas, para saberem quem será o primeiro, quem ocupará o lugar de destaque.

...Que feridas são essas nas tuas mãos?” (Zc 13:6a).

São feridas causadas por esse espírito de rivalidade, de ciúmes que tentamos constantemente disfarçar. São essas feridas que fazem o Senhor sofrer, quando usamos de palavras duras, difamações, acusações falsas e mentiras. Sim, O Senhor sente essas feridas profundamente, e tudo isso dentro da igreja, “...na casa dos meus amigos” (Zc 13:6c).

Depois, vocês se espantam do silêncio de Deus, e a falta de chuva de bençãos! Vocês estão surpresos que o Senhor não reprima esse comportamento, deixando alguns viverem na ilusão de uma forma de piedade e outros com manisfestações estranhas ao Seu Espírito?

Vocês se surpreendem com o diabo que contamina tão bem as almas com as heresias e blasfemias da teologia racionalista, fazendo levedar “...a massa to da?” (I Co 5:6b).

Pois é, não é de se espantar que a Voz de Deus esteja ausente em tantas igrejas e que a apostasia aumente a cada dia.

A maioria das pessoas aceita o “status quo”, a conformidade com o mundo, humilhando a Igreja e desonrando o Senhor.  Sim, somos acomodados e cúmplices covardes, ao invés de resistentes e combatentes.

Quantas vêzes já oramos e nada recebemos? “...Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres” (Tg 4:3a).

Isso acontece porque o Senhor que amamos e servimos, está ferido, e as feridas foram causadas por nós mesmos, os Seus “...amigos” (Zc 13:6c).

Obviamente, esses sofrimentos são diferentes do sofrimento na cruz, da obra expiratória que o Senhor Jesus levou sobre Si, uma vez por todas, a espada que feriu o Pastor do Senhor. “...Ó espada, contra o meu pastor... Diz o SENHOR dos Exércitos; fere o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas...” (Zc 13:7b).

Quais seriam então esses sofrimentos, essas feridas dolorosas sobre Ele? Trata-se do nosso comportamento, da nossa dureza de coração, da nossa lentidão em crer. São as nossas atitudes, as nossas palavras sutis e maldosas para com o próximo, o nosso desconhecimento do caráter de Deus, entre tantas coisas mais. Sem falar dos nossos pensamentos secretos, muitas vezes dissimulados em frases do bom convívio social, porém cheios de ódio nas suas raízes.

Sim, são essas atitudes que O ferem diretamente, antes mesmo de machucarem as pessoas em nossa volta. São como pregos que usamos para crucificá-Lo novamente.

...Que feridas são essas nas tuas mãos? responderá ele: São as feridas com que fui ferido na casa dos meus amigos” (Zc 13:6).

Lucas descreve que mesmo no momento da Ceia do Senhor, o que mais se notava entre os discípulos era esse espírito de rivalidade, essa necessidade de discutir quem seria o maior, enquanto que Pedro prometia ao Senhor que O seguiria até a morte (Lc 22:14-34).

Oh, como tudo isso só contribuia ao sofrimento do Senhor! Afinal, logo depois, no jardim do Getsemani, enquanto Ele agonizava sozinho, os discípulos já haviam caído no sono. Mesmo com o pedido do Senhor para vigiarem em oração, eles não puderam ajudá-Lo, nem sequer durante uma hora, Sim, nesse momento de profunda angústia do Senhor no Getsemani, eles dormiam. Nem um sequer lutou ao Seu lado.

A maior infâmia ainda viria, pois o traidor se aproxima de seu Mestre com um beijo hipócrita (Lc 22:47), entregando-O aos soldados romanos. Com razão, “... essa é a vossa hora e o poder das trevas...” (Lc 22:53b).

Como esses discípulos, sou eu e você, cristãos que O amamos, que somos da mesma “...casa...” (Zc 13:6c) dos Seus amigos.

De onde viriam esse tipo de comportamento, essa traição, essa duplicidade com as pessoas? O próprio Senhor Jesus foi o primeiro a ser alvo do nosso pecado.

E aos cristão que querem seguir a Cristo à distância, como Pedro, evitando de se consagrarem inteiramente, mas que aceitam se aquecerem “...à roda...” (Lc 22:54-55) daqueles que O condenam, estão na verdade, como que O crucificando novamente.  Sim, vocês estão O crucificando novamente quando toleram o relativismo e questionamentos da Bíblia. Vocês estão agindo pior que Pedro, que não conhecia o que vocês conhecem, nem possuia o que vocês possuem hoje. Vocês podem até estar se sentindo aquecidos na roda, mas vocês não estão mais O seguindo.

O cristão que se permite amar as coisas do mundo, que tolera o mal e seus hábitos, está na verdade negando o seu Mestre, mesmo participando da ceia ou cantando no coral da igreja “...e, tendo cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras...” (Mc 14:26).

Oh! Quantos ainda fazem como Pedro, que querem seguir a Cristo à distância, e que acabam se afastando de vez. Você que se comporta assim, acaba dando respaldo às justificativas do mundo, e escandaliza àqueles pelos quais Cristo morreu na cruz. Você está negando a Cristo, fazendo pior que Pedro.

...Que feridas são essas nas tuas mãos?, responderá ele: São as feridas com que fui ferido na casa dos meus amigos” (Zc 13:6).

O evangelho de Lucas nos diz que quando Pedro O negou três vezes,  “...Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor... Saindo dali, chorou amargamente...” (Lc 22:61-62).

No Novo Testamento encontramos essas palavras “...chorou amargamente...” apenas nesse texto e também em (Lc 19:41)...quando ia chegando, vendo a cidade, chorou...”. Esse verbo significa na verdade um soluçar. Não é isso que Deus espera de nós, Seus filhos, nós que somos da Sua casa, a Igreja e que afirmamos amá-Lo? Um choro de soluçar, um genuíno arrependimento!

Já está na hora de pararmos e reconhecermos que isso é verdade, sim, nossas atitudes estão ferindo o Senhor repetidamente. Quando nós cristãos estivermos diante do Trono do Senhor, Ele que foi desprezado e ferido por nós, na Sua graça, Ele nos abrirá “...uma fonte aberta para a casa de Davi... Para remover o pecado e a impureza” (Zc 13:1) e nós invocaremos Seu Nome e Ele dirá: “... é meu povo...”  (Zc 13:9b). Então, o céu não será mais de bronze. Aguardemos com expectativa esse dia.

...Que feridas são essas nas tuas mãos?, responderá ele: São as feridas com que fui ferido na casa dos meus amigos” (Zc 13:6).


Tradução: Celio Rosa

Revisão: Paulo Lopes

Citações Bíblicas: Tradução Almeida Revista e Atualizada

1° Edição - 2015

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