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Na ilha chamada Patmos

H. E. ALEXANDER

 

 

Publicação: Alliance Biblique

Título original: Patmos

 

 

 

Tradução: Celio Rosa

Revisão: Paulo Lopes

Citações Bíblicas: Tradução Almeida Revista e Atualizada

1° Edição - 2016

Ação Bíblica do Brasil

Todos os direitos reservados

 

Apocalipse 1

 

O primeiro capítulo do último livro da Bíblia reforça uma mensagem particular e vital aos cristão dos últimos tempos, quando as trevas cobrem o mundo, onde a desordem e a dor só aumentam continuamente.

Trata-se da introdução fundamental para o livro de Apocalipse, porém a experiência pessoal desse servo de Deus, prisioneiro solitário e exilado na ilha de Patmos, também foi escrita para “...a nossa educação na justiça...” (II Tm 3:16b).

Vejamos primeiramente as circunstâncias do apóstolo amado João.

  1. “...Eu, João...achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus...” (Ap 1:9a).

As causas do seu exílio e sofrimento são claramente descritas, e sem dúvida alguma, servem de ensino sobre a vontade de Deus para cada membro do Corpo de Cristo nos dias de hoje, quando nos aproximamos do final da dispensação da Graça.

O texto diz: “...por causa da palavra de Deus...” (Ap 1:9a). Tal era a sua motivação e a causa pela qual estava preso. Sim, essa era a sua motivação, o seu objetivo de vida e de testemunnho: “...por causa da palavra de Deus...” (Ap 1:9a).

É também sobre essa mesma motivação que o povo de Deus precisa se concentrar nos nossos dias, com todas a suas forças e esforços. Precisamos nos consagrar inteiramente à autoridade da palavra de Deus, a Bíblia. Entretanto, nesses tempos de decadência moral e espiritual, tempos Laodicéia, poucos estão dispostos a sofrerem pela causa, defendendo publicamente os princípios dessa mesma palavra de Deus. Vivemos num tempo em que muitos preferem relaxar os padrões e se conformarem àquilo que é mais fácil, mais popular e menos custoso.

Nossas interpretações e pontos de vistas eclesiásticos podem ter suas razões de existir, mas nada deve estar acima da autoridade da palavra de Deus, que é o nosso alimento, a nossa luz e a nossa força.

É nesse mesmo ponto que Satanás também se concentra, usando toda as suas astúcias para nos vencer, pois ele sabe bem que nos vencendo nessa área, o resto pouco importará. Vemos que seus principais ataques são contra o cristianismo bíblico, o qual foi chamado por Deus justamente para preservar a autoridade da Bíblia contra as tradições religiosas, testemunhando o poder do evangelho contra rituais e o pecado do racionalismo.

Uma estratégia de combate se faz necessário (II Co 10:4 ) diante da situação criada pelo inimigo. Precisamos de protestantes que protestem, de cristãos que creiam, que sejam mais que vencedores em Cristo.

Por que então deixamos enfraquecer o nosso testemunho questionando ou relativisando a autoridade e inspiração da palavra de Deus? Agindo desta forma, enfraquecemos o Corpo de Cristo, trazendo vergonha ao Seu nome, e desprezando a nossa recompensa.

Como podemos pretender ter a mesma fé, colaborando com homens cuja posições e convicções não são das Escrituras plenamente inspiradas por Deus?

Com certeza colaborando com eles, seremos mais populares, e evitaremos problemas, mas  no longo prazo, o que diremos diante do Tribunal de Cristo? O que nos dirá o Senhor (I Co 3:10-15)? Se necessário, devemos suportar as dores por Cristo, nos separando dessas companhias, agindo em conformidade com a palavra de Deus, tendo em vista o nosso encontro com o Senhor.

Também lemos: “...por causa... do testemunho de Jesus...” (Ap 1:9a). Sim, o nosso testemunho e luta pela Verdade, herança gloriosa de todo cristão verdadeiro (Judas 3 e Fp 1: 27b).

Apenas teremos impacto sobre as pessoas ao nosso redor se as nossas vidas testemunharem verdadeiramente Jesus Cristo, em santidade e fidelidade. Nos podemos ter crenças e convicções bíblicas, mas elas precisam ser apoiadas em uma vida e uma conduta verdadeiramente bíblica.

Para mantermos a integridade das Escrituras, precisamos ter vidas íntegras. Precisamos ter vidas que sejam a “...carta de Cristo...” (II Co 3:3a), que testemunham uma vida nova, do próprio Ressurreto.

Não deixemos de pedir a Deus para que nossas vidas tenham algo mais, algo que nos diferencie, como o apóstolo João, uma ambição, um traço característico: “...por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus...” (Ap 1:9a).

Então saberemos o que é o exílio, e conheceremos a nossa ilha Patmos, com seus sofrimentos, semelhante ao exílio do Calvário, onde Cristo morreu sendo menosprezado pelo homens, inimigos e amigos, incrédulos e religiosos.

A ira do inferno se manisfesta pelos homens e pelos acontecimentos que ainda virão, mas estando nós no exílio de Patmos, Ele nos conduzirá à glória, como João descreve: “...achei-me na ilha chamada Patmos... achei-me em espírito...” (Ap 1:9-10a).

Para João, Patmos foi o prelúdio do céu, da entrada na glória. Sendo “...companheiro na tribulação...” (Ap 1:9a), ele enxerga o “...reino...” (Ap 1:9b). Sim, João, um exilado sem recursos nem proteção humana, foi entretanto instrumento de Deus, “...sacerdotes para o seu Deus...” (Ap 1:6b)!

Ele pertencia ao “...reino...” (Ap 1:6b) que não pode desfeito, ainda que atravessasse “...tribulação...” (Ap 1:9a), com “...perseverança...” (Ap 1:9c). Você entendeu a importância desse ponto?

Em resumo: “...tribulação... reino... perseverança...” (Ap 1:9). Que vocação gloriosa!

“...Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas...” (Hb 12:1a) vivamos essa mesma vocação celeste e consideremos como motivo de alegria sermos “...companheiro na tribulação...” (Ap 1:9a) por causa “...da palavra de Deus e do testemunho de Jesus...” (Ap 1:9b).

“...Se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados...” (Rm 8: 17b). Sim, com Ele reinaremos, como “...herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo...” (Rm 8: 17a).

Fazer parte desse reinado significa ter uma comunhão íntima com Cristo, incluindo Sua rejeição, Sua dor, Sua morte, para também viver em novidade de vida, como prelúdio da glória.

Acomodar-se aos padrões do mundo, ainda que com aparências religiosas, nos exclui desse exílio em Patmos, nos impede de sofrer “...por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus...” (Ap 1:9b) e nos impede de reinar com Cristo.

Neste instante, em meio a tantos acontecimentos no mundo, o Senhor ainda permite aos homens de se exilarem em Patmos, aqueles que querem ser um só “...espírito com ele...” (I Co 6:17b) e um mesmo Corpo com Ele (Rm 6:4-6).

Irmãos em Cristo, emigremos à Patmos! As jóias da Glória se encontram apenas na ilha de Patmos. Não tenhamos medo, não hesitemos...partamos à “...Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus...” (Ap 1:9b).

 

  1. “...Revelação de Jesus Cristo... achei-me em espírito... e ouvi...” (Ap 1:1 e 10b).

Aquele que João havia visto morto no Calvário, ele O via agora glorificado no Trono. Gólgota não tinha sido o fim. Sua morte não havia sido uma derrota! Gólgota foi apenas um degrau, rumo para o Trono e a cruz simplesmente a porta para a glória.

Eis o Senhor...com todo o Seu esplendor e poder da Sua glória, encarnando toda a plenitude da Sua Divindade, “...acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome... todas as coisas debaixo dos seus pés...” (Ef  1:21-22a).

“...Tragada foi a morte...” (I Co 15:54a), o mundo vencido (Jo 16: 33), o diabo e o inferno totalmente destruídos (Hb 2:14 e I Jo 3:8), a vitória absoluta foi conquistada (Cl 2:15), e para completar, o céu, com toda Sua glória, dado (I Co 2: 9-16) a nós, “...os que cremos...” (Ef  1:19b).

Louvemos a Deus pelos nossos “Patmos”, esses exílios do mundo, das igrejas apóstatas, da Laodicéia.

E nesse exílio que está a sua verdadeira alegria, ainda que “...por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível... redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo...” (I Pe 1:5-7).

A apóstolo João já não sentia o peso das correntes na prisão, nem as circunstâncias desfavoráveis. Lá em Patmos, ele havia aprendido que o “...Trono de glória enaltecido desde o princípio, é o lugar do nosso santuário.” (Jr 17:12).

Estando em comunhão, num mesmo espírito com Cristo (I Co 6:17), ele conseguia enxergar mais além das circunstâncias, das aparentes derrotas ou do poder do inimigo. Ele se focava unicamente na revelação da glória do Senhor. Ele via com olhos da glória, com a certeza da vitória do Rei (Is 33:17).

Perseverando firme em Cristo, ele fazia parte daqueles que não se abalariam diante das portas do inferno e da morte (Mt 16:18). Como vencedor, ele sabia o que lhe estava reservado: “...Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono. (Ap 3:21). Sim, acima de tudo, ainda que diante de circunstâncias cruéis e adversas, ele ousava, pela fé que vence o mundo (I Jo 5:4), enxergar-se ao lado do seu Senhor, no “...Trono de glória...” (Jr 17: 12a).

Eis o destino desse exilado: diante dos homens, apenas mais um prisioneiro. Diante de Deus, e também do Inimigo, ele já estava sentado na glória. Assim é o destino de todo aquele que aceita hoje o exílio em “...Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus...” (Ap 1:9a).

 

  1. “...Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Então ele colocou sua mão direita sobre mim e disse: Não tenha medo...” (Ap 1:17).

Eis o segredo da relação entre apóstolo João e o Senhor. O trono é apenas para os que com Ele foram crucificados. As riquezas incompreensíveis de Cristo são para aqueles que se reconhecem “...como morto...” (Ap 1:17a), na Sua total dependência. Essa é a essência da consagração, a chave para as bênçãos e a explicação para aqueles que delas carecem:  “...Quando o vi, caí aos seus pés como morto...” (Ap 1:17a). Diante do Cordeiro, face a face com o Salvador, como ousaríamos permancer em pé? Que presunção!

Irmãos e irmãs, se o nosso espírito se alegra com a glória, é fundamental que nossa alma, nossos dons, nossa razão, nossa inteligência, nossa vontade, nossos afetos e emoções, caiam como mortos diante dos Seus pés. Estamos dispostos a pagar esse preço?

Estamos com medo de Patmos? É justamente em Patmos que devemos “...perder a sua vida...” (Mt 16:25b) e mesmo a odear (Jo 12:26), tudo por amor a Cristo e ao evangelho (Mc 8: 35).

Afinal, é justamente em Patmos que recebemos infinitamente mais, uma entrada gloriosa  “...no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo...” (II Pe 1:11b).

Que os Seus “...olhos, como chama de fogo...” (Ap 1:14b) penetrem plenamente em nosso ser e que nós nos prostremos “...aos seus pés como morto...” (Ap 1:17a).

Como o vaso precisa ser quebrado para derramar o bálsamo (Mc 14: 3 e Jo 12: 3), assim nossa vida, com seus dons e habilidades. Tudo deve passar pelo fogo do altar, para ser consumido, antes que Sua vida, Sua glória e Seus dons possam se manifestar livremente em nossas vidas.

Não hesitemos, destruamos os nossos ídolos, sejam quais forem, façamos o sacrifício que seja necessário, e caiamos “...aos seus pés como morto...” (Ap 1:17a). Assim, Ele colocará “...sua mão direita...” (Ap 1:17a) sobre nós! Uma experiência pessoal daquilo que é descrito nas Escrituras como o poder de Deus.

Essa “...sua mão direita...” (Ap 1:17a) não se restringe apenas aos mortos. Ela clama: “...tu, pois, cinge os teus ombros, dispõe-te...” (Jr 1:17a), e ainda “...Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares...” (Js 1:9).

Ele mesmo diz: “...Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno...” (Ap 1:17b-18).

“...Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu...” (Lc 15:31).

Pela fé e testemunho do Espírito de Deus, os derrotados se tornam vencedores, “...mais que vencedores...” (Rm 8:37b) e os mortos tornam à vida e das “...coisas loucas...e...fracas do mundo...” (I Co 1:27b) o poder sobre “...tudo...na terra...nos céus...” (Mt 18:18b).  Diante deles as muralhas de Jericó caem (Js 6:1-21), os sepulcros se abrem (Mt 27:52a), as pescas se tornam maravilhosas (Jo 21:6) e deles correm “...rios de água viva...” (Jo 7:38b).

Para eles o Senhor abre “...uma porta...a qual ninguém pode fechar...” (Ap 3:8b) e coloca a Sua benção, a maravilha da Sua santidade, para anunciar às almas perdidas nas trevas, Seu perdão e Sua paz.

Eles são os Seus embaixadores (II Co 5:20), os Seus servos e ministros (II Co 3:6-18), Suas testemunhas (At 1:8) vivas nEle, dEle e para Ele, ainda que estando em exílio a “...Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus...” (Ap 1:9a).

Caro leitor, o Senhor tem falado ao seu coração? Ele quer oferece-lhe uma vida gloriosa... Uma vocação e um ministério ao qual nada pode se comparar. Por que se contentar com tão pouco, quando Ele está lhe oferecendo tudo?

Ainda há hoje um lugar “...na ilha chamada Patmos...” (Ap 1:9a) para você.

 

 

 

 

 

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