Date

mar 16

16 de Março

Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a Galiléia;

lá o vereis, como ele vos disse. E, saindo elas […], nada disseram a ninguém.

Marcos 16:7-8

Uma mensagem gloriosa fora confiada a essas mulheres e elas nada disseram a ninguém. Podemos ousar criticá-las? Somos possuidores do mesmo tesouro, da mesma mensagem. O Senhor realizou sua obra de salvação gratuita e perfeita, e nós a guardamos só para nós. Jesus ressuscitou, justifica todos os que crêem nele; sabemos disso, mas nada dizemos. Além do mais, o Senhor nos ordenou que fôssemos aos nossos semelhantes, mas não lhe obedecemos. Ele nos disse até mesmo que procurássemos “Pedro” para consolá-lo com essa mensagem, mas não o atendemos.

Há silêncios que são de ouro. Muitas vezes seria melhor ficar calados, mas existem silêncios que são um pecado. O silêncio diante dos escravos do pecado: conhecemos o evangelho que liberta.

O silêncio diante das almas em angústia: possuímos o remédio e nos calamos.

O silêncio na presença das almas decepcionadas e desorientadas: conhecemos a resposta que as satisfaria.

O silêncio para com as almas que estão ao nosso lado e esperam receber alguma coisa de nós.

O silêncio diante do mal que se espalha — e lhe damos aprovação silenciosa. Esse silêncio faz o trabalho do inimigo.

Como podemos calar, quando a vida ou a morte das almas está em jogo? Não podemos calar quando o Mestre disse: “Força-os a entrar!”. Nosso silêncio não escapa aos olhos de Deus e sentiremos as conseqüências.

Discípulos do Senhor ressuscitado, onde estamos? Colocamos empecilhos à mensagem da ressurreição com nosso silêncio cheio de culpa? Guardamos só para nós a mensagem que liberta, livra, alegra e abençoa? Confessemos e, sobretudo, quebremos esse silêncio. Mãos à obra! Proclamemos ao nosso redor que Jesus ressuscitou verdadeiramente, insistindo a tempo e fora de tempo.