15 de Junho
Abriram-se-lhe os ouvidos, e logo se lhe soltou o empecilho da língua,
e falava desembaraçadamente.
Marcos 7:35
Trouxeram a Jesus um surdo que tinha dificuldade em falar, pedindo-lhe que impusesse suas mãos sobre ele. Jesus tomou-o à parte, longe da multidão, para afastar a curiosidade alheia. O milagre que seria realizado não devia alimentar a indiscrição daqueles que não buscavam a Deus com sinceridade.
Jesus colocou seus dedos abençoados nos ouvidos fechados do surdo e, com a própria saliva, tocou-lhe a língua. Identificou-se, assim, com esse homem e comunicou a ele seu poder de vida. Mas isso não foi tudo. “Depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse: Efatá; que quer dizer: Abre-te” (v. 34). Esta é uma das ocasiões em que o Pai celeste nos permite ver seu Filho amado lutando com os estragos do pecado e os poderes das trevas. Prevendo sua vitória no monte do Calvário, simplesmente ordenou: “Abre-te”. Os ouvidos do surdo se abriram e sua língua se soltou.
Mesmo sendo filhos de Deus, podemos ser surdos à voz do Espírito, surdos à palavra de Deus. Porém, quando se trata de escutar o que não devemos, não somos mais surdos. É essa exatamente a razão pela qual não ouvimos mais a voz de Deus e não discernimos os apelos das almas perdidas. Abrindo o ouvido à voz do mundo ou ao falatório dos cristãos, acabamos por nos tornar membros da multidão de “servos inúteis”.
Temos dificuldade em falar a favor de Deus, mas para defender nossos direitos ou criticar um irmão não sentimos nenhuma dificuldade. Não é de uma “imposição de mãos” que precisamos, mas, sim, de uma imposição de silêncio!
Precisamos que o Senhor toque nossos ouvidos, o canal pelo qual Deus nos fala, e os livrem dos abusos que fizemos deles até agora. E, quando ouvirmos Deus, devemos deixar que ele tome posse de nossa língua, o canal por onde o mundo poderá escutar-nos. Essa transformação surpreenderá nossos semelhantes e trará glória ao Senhor.