21 de Junho
Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho;
foi pisada, e as aves do céu a comeram.
Lucas 8:5
Por causa da dureza de coração e da cegueira de seus filhos, Jesus usa essa parábola para nos ensinar a essência da vida cristã ou o fundamento de todo serviço verdadeiro para Deus. A semente, ou palavra de Deus e aquilo que ela revela, é o meio de avaliar cada atividade cristã.
O semeador tem um alvo preciso. Ele sai ao campo, não pensando em outra coisa, refletindo apenas sobre o trabalho que faz, em vista da colheita por vir. Esse quadro que se renova a cada ano é o que o divino Mestre emprega para fazer-nos compreender a natureza do serviço esperado de nós.
O semeador tem consciência de sua responsabilidade. Seu esforço não satisfará apenas ao proprietário da terra, mas também aos outros. Ele fornecerá pão a muitas pessoas que esperam por isso.
O semeador é um homem de fé. Consente em perder de vista a semente, para que ela ressuscite em numerosas espigas. Sabe que há um amanhã, um fruto da sementeira; seu trabalho é do presente, mas contém a garantia do futuro, a certeza de que depois, talvez quando ele já não mais viver, a semente se transformará em colheita abundante.
O semeador não semeia impensadamente. O semeador prepara cada campo de antemão, sabendo que toda semente lançada é produtiva. Para ele, a semeadura é inseparável da colheita. O verdadeiro semeador é também um ceifeiro seguro de sua colheita; não existe uma sem a outra. Assim, o semeador está cheio de alegria no presente e de esperança no futuro.
O texto diz que o semeador “saiu”. E para sair é preciso deixar o que prende, o que retém, o que impede a livre ação do Espírito de Deus em nossa vida. Há nisso um preço a pagar, mas também o segredo da recompensa.
O semeador saiu para semear. Até que ponto já aceitamos esse verbo? Temos de sair com alegria, porque seremos conduzidos em paz. E a Palavra que semearmos realizará nos corações os planos de Deus (Is 55:11-12).