28 de Junho
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que […] nos predestinou para ele,
para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade.
Efésios 1:3,5
Quando chegamos a Deus, culpados e perdidos, ele nada nos pede senão que confessemos nosso pecado e creiamos no perdão e na salvação que nos são oferecidos gratuitamente. A vocação celeste, ao contrário, tem um preço: requer a dádiva de todo o nosso ser. Mas isso terá também sua recompensa.
A vocação celeste pertence unicamente aos filhos de Deus. Nenhum deles é excluído. Todos são chamados, embora nem todos respondam. Deus nos convida para associar-nos a ele, em uma união de interesses comuns. Ele cuida dos nossos interesses e nos pede que cuidemos dos seus. Ele nos revela, em sua palavra, quais são seus interesses: vidas que o glorifiquem, que se consumam pela salvação das almas, lutem pela fé, abandonem tudo por ele, recusem qualquer compromisso que alargue o caminho estreito da obediência. Assim, seus interesses se confundem com os nossos.
Deus nos adotou para sermos seus filhos e filhas. Essa adoção nos comunica o Espírito do Filho, sempre submisso ao Pai. Também nos livra dos efeitos da lei, de todo espírito de escravidão e interesse financeiro que procura vantagens pessoais sob aparência de consagração. Que esse Espírito do Filho nos permita esquecer o que fica para trás e prosseguir para o alvo, pelo prêmio da vocação celeste de Deus em Cristo Jesus (Fp 3:13-14).
A vocação celeste nos coloca ainda em posição de herdeiros. Abraão pôde recusar os presentes do rei de Sodoma, porque era herdeiro do Todo-Poderoso. Precisamos lembrar que Deus nos escolheu segundo o “bom propósito da sua vontade” (Ef 1:5, NVI). Antes que tivéssemos pensado em Cristo, ele tinha pensado em nós. Essa escolha é uma prova do amor de Deus por nós, em Cristo, para que por ele possamos receber e realizar plenamente nossa vocação celeste.