Date

jul 02

2 de Julho

… Quem, porém, é suficiente para estas coisas?

2Coríntios 2:16

Essa pergunta é, ao mesmo tempo, uma confissão, um grito de alerta e um apelo por socorro.

É uma confissão de incapacidade pessoal no serviço para Deus; é um grito de alerta, por causa da imensidão e urgência das necessidades do mundo, que precisa de uma intervenção divina; e é um apelo por socorro, que, diante da insuficiência humana, não pode ser outro senão o de Deus e sua intervenção eficaz.

Diante da necessidade de evangelizar milhões que vivem sem Deus e sem esperança no mundo, e passando para uma eternidade de perdição e dor, “quem […] é suficiente para estas coisas?” Quando essa pergunta vem do fundo de um coração trabalhado pelo Espírito de Deus, encontra uma resposta abundante e uma solução gloriosa.

A suficiência e a capacidade divinas nos são comunicadas em virtude da nova aliança, pela qual Deus tudo dá e o homem tudo recebe. Na antiga aliança, Deus pedia e o ser humano trabalhava. Deus recebia do homem e o homem devia produzir para dar a Deus. Na nova aliança a situação é inversa. A declaração “Está consumado” (Jo 19:30) resume a obra do Redentor pela salvação dos pecadores e pelo serviço de seus filhos.

Tudo o que Deus pede ao homem é que ele creia e viva de acordo com o que crê. O homem aprende de Deus a receber. Jesus Cristo venceu Satanás, destruiu suas obras, e os filhos de Deus participam dessa vitória. O serviço para Deus é um presente da graça, e os meios para realizá-lo também são dons de Deus.

Para vivermos de modo agradável ao Pai, o mediador da nova aliança veio morar em nosso coração por seu Espírito. E, já que Cristo habita em nosso coração pela fé, a grande e gloriosa tarefa de proclamar seu nome em todos os lugares torna-se uma realidade eficaz e frutífera. Recebemos o revestimento do Espírito do Senhor glorificado, e lhe servimos de testemunhas alegres e triunfantes. O perfume de Cristo se espalha não somente ao nosso redor, nas almas perdidas, mas sobe ao Pai, que nos torna capazes de lhe sermos agradáveis como incenso.