13 de Agosto
Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos
e o suportais com paciência, isto é grato a Deus.
1Pedro 2:20
Se sofremos, não precisamos falar disso. O Cordeiro de Deus, no momento supremo de sua humilhação, revelou-se como o Cordeiro mudo.
Se o Senhor nos chamar a lutar em circunstâncias particularmente difíceis, onde o inimigo fez o seu abrigo, nós, que dizemos ser soldados de Cristo, devemos avançar sem nenhum temor. O Senhor não está diante de sua primeira “Jericó”, não é a primeira prisão que ele abrirá!
Se más línguas se elevam contra nós como serpentes ardentes, precisamos permanecer no santuário da presença de Deus, sabendo que ele se ocupará de nossos inimigos a seu tempo. A quem é provado assim, ele diz: “Com grandes misericórdias torno a acolher-te” (Is 54:7).
Se ouvirmos os golpes do martelo sobre o ferro onde se fabricam novas armas contra nós, devemos saber que sobre cada uma delas está escrito: “não prosperará” (Is 54:17).
Quando estamos doentes e presos a um leito de sofrimento e de fraqueza, sem saber por quê, devemos excluir, para começar, o termo “por quê?” de nosso vocabulário, firmando nossos pensamentos em Romanos 8:28: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.
Se as injustiças cometidas contra nós parecem acumular-se e permanecer, isso significa apenas que o Senhor fará brilhar sua glória e confundirá os adversários usando mais outros meios. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2Co 4:17-18).
Cristãos, devemos sofrer assim por ele. É um privilégio e uma responsabilidade que Deus nos confia, em seu grande amor. “Não é o servo maior do que seu Senhor” (Jo 15:20). Essa marca, como se estivesse gravada em brasa no fundo de nosso coração, vale infinitamente mais que a marca da aprovação dos homens.