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ago 28
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28 de Agosto

Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer,

a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja.

João 17:26

São essas as últimas palavras do Salvador aos discípulos antes da crucificação, término dessa vida dada para nos conduzir a Deus. Que revelação do próprio Deus, de seus pensamentos de Pai celeste, para aqueles que deu a seu Filho neste mundo (v. 2,6,9,11-12,24)! Ao terminar sua oração ao Pai, o Senhor faz ainda esta declaração suprema: “Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja”. Isso excede a compreensão humana; o amor do Pai pelo Filho está em nós. Nunca se poderá sondar a profundeza do amor do Pai pelo Filho; é a coisa mais maravilhosa do mundo. E é com esse amor que ele nos ama, sejamos nós cristãos verdadeiros, ou desviados, ou mesmo pecadores perdidos. Ele nos conhece perfeitamente, mas nos ama apesar disso. É verdade que estamos em Cristo e Deus nos vê através da obra realizada por seu Filho, mas mesmo assim ele sabe o que somos. Conhece nossa natureza decaída e culposa, nossa capacidade de engano e revolta. E esse amor se dá a cada um de nós, até o fim, perfeito em justiça e perfeito em graça.

O amor do Pai pelo Filho corresponde inteiramente às nossas necessidades. Se o recebermos verdadeiramente no coração, ele trará a solução a todos os nossos problemas, o remédio para todos os males espirituais. Temos de confessar a ele nossos sofrimentos por viver sem esse amor, por compreendê-lo ainda tão mal. Precisamos abrir completamente nosso coração, em toda a simplicidade, para que ele possa entrar. O Pai deseja fazer-nos gozar da plenitude de seu amor, esse amor que derrete o que é duro, extirpa o que é mau, corrige os hábitos ruins, afrouxa a crueldade e cura até o coração ferido. Ele nos transformará e nos encherá de suas riquezas e de sua alegria.

É preciso escutar sua voz: “… Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste […], que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja” (v. 11,26). Devemos simplesmente pedir a ele que seja essa a nossa experiência.