30 de Agosto
Queixou-se o povo de sua sorte aos ouvidos do SENHOR…
Números 11:1
Nada é inútil na narrativa histórica da vida do povo de Israel. Tudo tem aplicação espiritual na vida da igreja e do cristão. O salmista diz que as murmurações de Israel eram rebeldia não só contra Moisés, mas contra o próprio Deus, e eram a causa das disciplinas, tanto de ordem material como espiritual (cf. Sl 106).
O objetivo do inimigo é desgastar os santos. Ficamos impacientes quando a provação se prolonga, queixamo-nos e murmuramos. Isso desagrada os ouvidos do Senhor e agrada ao inimigo.
Nessa passagem o povo se queixa do trabalho. Será que perdemos o entusiasmo pela atividade que nos foi confiada como dever e privilégio diário, e que é a nossa vocação? Nesse caso, logo encontraremos razões para justificar nossas queixas, além de cristãos pouco firmes que nos apóiem.
Mas o Senhor ouve as murmurações “nas tendas” (Dt 1:27). Sabe de que se trata e fica entristecido. Admira-se de que nos habituemos tão depressa aos nossos privilégios. Quais podem ser essas queixas? No versículo 6 do mesmo capítulo, lemos: “Agora, porém, seca-se a nossa alma, e nenhuma coisa vemos senão este maná”. Que pecado! O povo ousava falar assim do maná, dádiva de Deus, pão do céu, milagre destinado a fazer subsistir e triunfar um povo que também devia ser um milagre. É de admirar que sua alma estivesse seca? Se experimentamos essa sequidão de alma, talvez seja porque nos habituamos às bênçãos que Deus nos tem dado.
As murmurações são sempre provocadas pelo “eu”, pela carne, que reclama seus direitos e sabe tão bem dissimular e enganar os outros.
Precisamos pedir perdão a Deus, colocar em ordem nossa vida com os outros, sendo cuidadosos em desfazer o mal causado por nossas murmurações e sempre lembrando que a cruz de Cristo deve ser vivida em nossa vida. É só quando ela está no centro do nosso ser que nós conhecemos o andar segundo o Espírito e não segundo a carne.