Date

set 21

21 de Setembro

Disse Gideão a Deus: Se hás de livrar a Israel por meu intermédio, como disseste,

eis que eu porei uma porção de lã na eira; se o orvalho estiver somente nela,

e seca a terra ao redor, então, conhecerei que hás de livrar Israel

por meu intermédio, como disseste.

Juízes 6:36-37

Quando Gideão ouviu o chamado de Deus, tomou a única atitude que convinha: atendeu. Entretanto, diante da grandeza da tarefa e da multidão dos inimigos, desejou receber de Deus a confirmação do chamado.

Se Deus nos concede a graça de estar conscientes da insuficiência de nosso testemunho, se percebemos nossa fraqueza diante dos inimigos, precisamos expor nossa “porção de lã” diante dele, até que seja banhada pelo orvalho, confessando-lhe assim a nossa falta de poder e também nossas dúvidas.

Será que sentimos a esterilidade de nosso testemunho? O programa dos cultos é mantido fielmente, mas onde estão os frutos? Onde está a ação do Espírito Santo, que inclina os corações e desperta as consciências, levando-as à cruz? Muitas vezes desrespeitamos nossa vocação, que se tornou a fachada atrás da qual escondemos o que é incompatível com uma verdadeira consagração. Precisamos expor nossa porção de lã diante de Deus.

Será que estamos sozinhos em nosso desejo por uma vida renovada? Estamos tristes pela frieza que nos cerca? Vamos colocar nossa porção de lã diante de Deus. Ele está pronto para molhá-la com o orvalho, ainda que tudo o que nos cerca esteja seco. Mas com uma condição: o orvalho só cai quando tudo está tranqüilo. Quando os apelos do egoísmo produzem “agitação” em nós, quando o espírito do nosso século, que toleramos na vida, luta em nós contra a verdadeira consagração, o orvalho não cai.

Quando Gideão pediu a Deus essa prova, estava decidido a obedecer. Quando Deus vê que o nosso desejo é agradar-lhe e trabalhar para ele, que o nosso coração é verdadeiramente leal e obediente, não nos recusa o orvalho que lhe pedimos para fazer descer sobre nós. Deus dá um novo ânimo ao nosso serviço.