Date

set 28

28 de Setembro

Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles;

porque esta é a Lei e os Profetas.

Mateus 7:12

Se essas palavras fossem postas em prática, evitariam muitas situações desagradáveis. Tirariam de Satanás, o acusador dos irmãos, um terreno no qual ele gosta de trabalhar, assim como armas que sabe muito bem usar. Se cada um fizesse aos outros apenas o que desejasse receber, e se só falasse dos outros o que desejasse que fosse dito a seu respeito, muitos aborrecimentos seriam evitados.

Essas palavras deveriam inspirar nossos gestos, atitudes e ações, mas infelizmente nem sempre isso acontece. Dizemos dos outros o que sai de nosso coração hipócrita e maldoso e, assim, não só desobedecemos ao Senhor, mas agimos de maneira contrária ao seu Espírito e de modo hostil ao seu ensino.

A lei recomendava que não fizéssemos aos outros — membros da família, da comunidade — o que não quiséssemos que nos fosse feito. Sob a graça, não aceitamos que se faça aos nossos o que não queremos que nos façam, identificando-nos com os maltratados e sendo solidários à humilhação dos que sofrem. É o princípio do próprio Senhor, com relação ao seu povo: aquele que o toca, atinge a menina de seus olhos. A solidariedade dos filhos de Deus, que se levantam uns pelos outros, será recompensada no fim dos tempos pelo divino Rei.

A lealdade é o privilégio de sofrermos uns pelos outros. Quando os outros são feridos, devemos ficar em pé por eles. Será que nossos irmãos são desprezados? Devemos identificar-nos com eles. São rejeitados? Nós também somos. O mundo atira flechas neles? Devemos ser atingidos, dando nosso testemunho. Precisamos romper o silêncio da covardia. Não há melhor arma nem antídoto mais poderoso contra o espírito de traição e hipocrisia entre os cristãos do que a lealdade. Não basta realizar o mínimo exigido pela lei, mas a graça do Senhor Jesus deve levar-nos a fazer muito mais do que nos é pedido.