Date

out 21

21 de Outubro

Por que, pois, dizes, ó Jacó, e falas, ó Israel: O meu caminho está encoberto ao SENHOR,

e o meu direito passa despercebido ao meu Deus?

Isaías 40:27

Talvez não falemos assim em voz alta, mas muitas vezes é esse o pensamento do nosso coração! Se tudo não é como desejamos em nossa vida, isso não quer dizer que Deus seja de fato estranho ao que se passa conosco. Quando nos entregamos a ele, declaramos que aceitávamos sua vontade e seu caminho. Assim como fez com Israel, ele não nos conduziu pelo caminho mais próximo, mas nos fez dar uma volta pelo deserto (Êx 13:17-18). No entanto, devemos saber que, quando nos entregamos a Deus, ele realmente nos tomou para si, aceitou o nosso presente e, desde então, nos tem conduzido.

Se hoje nosso destino parece obscuro e incerto, não podemos duvidar da fidelidade de Deus e da constância de sua presença. Ele conduz os cegos por um caminho que não conhecem (Is 42:16). Nunca devemos dizer, portanto, que nosso caminho ou nosso estado estão encobertos aos seus olhos. Talvez sejam incompreensíveis para nós, mas não para o Senhor. O pensamento de um futuro ignorado, talvez muito perturbador para nós, não existe para ele, pois já sabe de antemão como nos conduzirá. Ele conhece a natureza do peso que carregamos, o assunto de nossas orações constantes. Permite essa experiência para provar nossa fé, para fazê-la crescer e repousar inteiramente nele e em suas promessas. No passado, fez assim com Abraão, então fará o mesmo conosco.

São nessas circunstâncias que o Senhor nos pede a fé e a gratidão de nosso coração. Devemos entregá-las a ele, que tem todo o direito de recebê-las. E ele realizará o que preparou para nós, porque “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28). “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento” (v. 28).