6 de Novembro
O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos.
Provérbios 16:28
Será que estamos vendo o homem que espalha boatos? Em voz baixa, fala a alguém. Envolve-se em mistério, pede segredo. E ele próprio se apressa em levar mais longe a notícia.
Quando joga o veneno, colocando sobre aqueles que difama os maus sentimentos que estão nele, fica satisfeito — aliviou sua necessidade de falar mal. Jesus Cristo disse dele: “Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem” (Mt 15:11).
Nesse provérbio, o fofoqueiro é comparado ao homem perverso, que semeia contendas. Outro provérbio faz ressaltar o contraste entre duas maneiras de agir: “O que encobre a transgressão busca a amizade, mas o que renova a questão separa os maiores amigos” (Pv 17:9, RC).
Quantos cochichos e maledicências há — devemos confessá-lo, para vergonha nossa — entre os que se chamam cristãos! Comete-se, assim, um mal incalculável e irreparável. Não há palavra forte o bastante para retratar essas difamações miseráveis, verdadeiros dardos inflamados do maligno, que produzem ferimentos cruéis. A língua do que promove intrigas é animada pelo fogo do inferno; corrompe os espíritos e contamina os pensamentos dos outros.
E, da boca que semeia a maldição, saem, quando os deveres religiosos assim o exigem, palavras de bênção! “Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?” (Tg 3:11). Para prejudicar outra pessoa, para manchar uma reputação e se valorizar, alguém se entrega a esse ofício de maldade, comete esses danos irreparáveis, fere e esmaga vítimas inocentes.
Quem está livre disso? Precisamos confessar a Deus o pecado da língua, para que ele nos perdoe e nos livre. Mas devemos também reparar o mal cometido ao próximo e confessar nossa culpa aos que ouviram o que falamos. “Disse comigo mesmo: guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca, enquanto estiver na minha presença o ímpio. […] Ouve, Senhor, a minha oração, escuta-me quando grito por socorro; não te emudeças à vista de minhas lágrimas, porque sou forasteiro à tua presença, peregrino como todos os meus pais o foram” (Sl 39:1,12).