Date

jul 10
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10 de Julho

Quem quiser preservar a sua vida, perdê-la-á; e quem a perder de fato a salvará.

Lucas 17:33

Isso não significa que devemos viver como prisioneiros em algum retiro escondido. Não! Significa perder a vida dia após dia, como o Salvador nos ensinou: renunciando a nós mesmos hora após hora e seguindo-o aonde ele nos conduzir.

Por amor a ele, que deu voluntariamente a vida por nós, é que somos chamados a perder a nossa vida, seguindo-o. “… porque eu dou a minha vida […] Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou” (Jo 10:17-18). A morte de Jesus não foi acidental. Apesar de ter sido resultado da maldade dos homens, foi conforme a vontade e o conhecimento antecipado que Deus tem de todas as coisas. O Cordeiro de Deus se deu voluntariamente por nós.

À medida que renunciamos a nós mesmos, perdendo nossa vida, descobrimos que a reencontramos. Sim, encontramos uma vida abundante e isso primeiramente em nossa relação com o Senhor. Quando entregamos verdadeiramente nossa vida, estando certos de ter apresentado em sacrifício tudo o que Cristo nos pede, principalmente nosso próprio “eu”, então se estabelece entre nós e o Salvador uma corrente de comunhão que não poderíamos imaginar antes. É esse o começo de tudo!

Dessa forma encontramos a vida desde agora, e não somente mais tarde, no céu. Pedro deu a vida e a encontrou no dia de Pentecostes quando milhares de conversões se produziram como resultado de sua pregação. Paulo também a deu e, antes de ser recompensado na glória, encontrou-a em multidões de almas salvas. E nós a encontramos também aqui na terra, em cada alma ganha para Cristo, em cada ato pelo qual o Senhor é glorificado.

Por isso, mesmo em meio à angústia atual, as vidas inteiramente consagradas ao Senhor são elementos de bênção. Essas vidas perdidas por amor do Salvador se encontram e se multiplicam na salvação daqueles que são arrancados por elas da perdição. “… se [o grão de trigo] morrer, produz muito fruto” (Jo 12:24).