11 de Julho
À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele.
João 6:66
O cristão fiel e perseverante não deixa de enfrentar ciladas, tentações e seduções. Quando não consegue triunfar sobre elas, embora muitas vezes conserve ainda sua profissão cristã exterior, simplesmente retrocede e já não anda com seu Mestre. Assim, trai a vocação que abraçou, para fazer outra coisa, seguir por um caminho largo, escolher uma vida mais fácil. No entanto, carregar a vergonha do Mestre, participando de sua humilhação, é o que gera a força, o privilégio e a glória do cristão.
Quando o cristão deixa o caminho estreito e reto, não é necessariamente para se tornar um incrédulo, mas para seguir um caminho lateral, longe de sua verdadeira vocação. Ele se entrega àquilo que o inimigo tinha preparado para o momento exato em que seu amor à obediência dá lugar ao amor a si mesmo ou à popularidade. Quais as duas causas mais freqüentes desse recuo?
A primeira causa está em nós mesmos. É em nosso “eu” que se encontra o terreno sempre favorável às infidelidades, às desobediências, aos recuos. Eles são a princípio imperceptíveis, mas pouco a pouco se transformam em aguilhões, visíveis ou ocultos. Como nos desviamos facilmente para um caminho mais largo e para uma vida mais fácil! A corrente à qual nos entregamos acaba por nos arrastar, e negamos aquilo que tínhamos professado no começo.
Em segundo lugar, devemos vigiar quanto aos perigos, aos apelos, às influências que vêm de fora, para que ninguém tome nossa coroa.
O caminho é estreito; ao lado da vida do Espírito, não há lugar para o “eu”. O caminho é reto; não é possível declarar-nos a favor da verdade e pregá-la, tendo no coração ou nas atitudes compromissos com o mundo ou o pecado.
Precisamos pedir proteção ao Senhor, para que nem as ambições do coração, nem as seduções de fora nos levem a abandonar o caminho. E, se estivermos em vias de nos afastar dele, paremos e confessemos isso a Deus, antes que seja tarde demais.