Date

jun 12

12 de Junho

Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios…

Gálatas 3:14

O apóstolo Paulo menciona nesta mesma carta a primeira condição para a realização dessa promessa: “… Estou crucificado com Cristo” (2:19).

A cruz de Cristo, que nos salvou, nos deu paz e remissão dos pecados, deve tornar-se operante em nós.

A cruz, experimentada pessoalmente, significa que devemos entregar nossa vida e reputação. Ela nos torna conscientes da condenação, dos pensamentos naturais no terreno das coisas divinas. Precisamos que a cruz de Cristo domine o nosso coração e nos leve a dizer: Ai de mim, “miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7:24, RC).

O amor de Cristo quer ocupar o coração até ao ponto de não ousarmos mais crer em nós mesmos, nem nos orgulharmos de coisa alguma. Só então o amaremos mais que tudo, mais que a nós mesmos, e voluntariamente lhe ofereceremos o sacrifício de nossa vida. Poderemos então compreender a expressão “estar crucificado com ele”. Sim, crucificados em fraqueza, como ele. Por causa do preço que o Senhor Jesus pagou pela salvação do mundo, somos pessoalmente constrangidos a servi-lo, entregando a ele o nosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável (Rm 12:1).

A segunda condição que permite a realização dessa promessa é que o Espírito de vida nos encha, porque o serviço cristão não é uma obrigação, um trabalho por interesse, mas o resultado da vida divina que nos preenche.

Enfrentamos lutas, e o sacrifício nos parece muito grande, mas diante de Deus Pai, diante de tão grande amor e diante do mundo que clama, podemos recusar o que o Senhor nos pede?

A bênção prometida não é apenas para nós, mas para todas as pessoas. Deve espalhar-se e aumentar, com a condição de estarmos disponíveis, de sermos obedientes, de cooperarmos diretamente e sem interrupção. Precisamos que Deus nos encha da visão desse gesto divino: sua mão distribuindo bênçãos até as extremidades da terra! E essa mesma mão quer usar a você e a mim.