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ago 14
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14 de Agosto

Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas.

Mateus 14:28

O Senhor estava no monte orando e era noite. Os discípulos estavam no lago, sob a tempestade e a escuridão. Existe uma íntima ligação entre esses dois fatos; um quadro profético pode ser descoberto aí. No mundo reina a noite, pois o Senhor se retirou para o trono da graça, a fim de interceder pelos seus, que lutam aqui na terra, aparentemente entregues a si mesmos. No entanto, por seu Espírito, ele anda sobre as águas enfurecidas, enfrentando os ventos contrários. Ele “é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (cf. Hb 13:8, RC). Ainda hoje, ordena aos seus que caminhem em direção a ele, andando sobre as águas. Por que temer? Por que julgar ver um fantasma? Por que não reconhecer e discernir sua presença? Muitas vezes pensamos: “Não compreendo! Por que isso? Ah, que mistério!”. E o temor se apodera de nosso coração, ocultando-nos o caminho de fé.

Será que existem águas tumultuosas em nossa vida? “Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas!” Será que nossa vida está na noite da escuridão? “Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas!” Será que nossa vida parece estar em uma situação perigosa? O terror ameaça levar-nos? “Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas!”

Quando não mais imaginarmos ver um fantasma; quando considerarmos que a tempestade é permitida para estimular nossa fé; quando compreendermos que aquele que ora no alto do monte está ali, andando por cima das águas, com plena autoridade sobre as ondas e os ventos; quando ouvirmos sua palavra, que nos chama, dizendo “Vem!”, então nós também, em seu nome, sairemos do barco para ir ao seu encontro. E, ao nosso grito: “Salva-me, Senhor!” (v. 30), Jesus logo estenderá sua mão e nos segurará.

A noite caiu, o vento sopra como furacão, as ondas se levantam. Antes, porém, de acalmar as ondas e serenar os ventos, Jesus nos manda ir ao seu encontro andando por cima das águas. Nessa ordem, há força para obedecer e triunfar, porque podemos ouvir: “Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais!” (v. 27).