Date

jan 14

14 de Janeiro

Porás o propiciatório em cima da arca […] Ali, virei a ti […]

falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.

Êxodo 25:21-22

Devemos estar em recolhimento e tranqüilidade para que o orvalho da palavra de Deus penetre em nós. O propiciatório, literalmente “o trono da misericórdia divina”, representa aquele lugar particular ao qual Deus nos chama, a fim ter comunhão conosco e dar-nos suas ordens.

É um lugar infinitamente abençoado, onde Deus nos comunica os tesouros de seu coração de Pai e de onde fala, como só ele sabe falar. É um lugar sagrado, onde estamos protegidos das distrações, dos rumores e dos apelos da vida terrena. Ali não existe perturbação, precipitação, poderes rivais. Ali ficamos a sós com o próprio Pai, que se revela em toda a sua misericórdia. Deus se comunica conosco como um amigo fala a outro amigo, como um pai instrui, anima, corrige e adverte o filho a quem ama. Nesse recolhimento abençoado, tão necessário em nossos dias, “pelo véu” ele fala, ele se dá, e nós nos calamos (Hb 10:19-22).

É ali que Deus dá ordens. Tudo o que recebemos do santuário é revestido de sua autoridade e bênção. Esse segredo é ignorado por muitos cristãos. Muitos nem têm o desejo de conhecê-lo. O mundo vê suas obras, atividades e compromissos, que certamente não vêm do santuário e, portanto, não têm nenhum valor diante de Deus e não possuem nenhuma utilidade eterna para o mundo.

Feliz o cristão que recebe ordens do santuário! É nessa intimidade que ele pode pedir pelas necessidades do mundo, interceder pelos homens no Espírito do próprio Senhor Jesus, nosso Sumo Sacerdote. À medida que o cristão se identifica com ele, suas orações se fundem com as dele, e a bênção jorra, como um rio que se espalha pelo mundo. Em todo lugar onde correm essas águas, uma nova esperança alegra o coração dos fiéis e um novo brilho é concedido à sua atividade. O rio que sai do santuário faz reviver o que está morto e produz muitos frutos.