14 de Junho
Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no
deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?
Lucas 15:4
A ovelha escolhe seu próprio caminho e se desvia; o bom pastor sai à sua procura. Não desanima, não pára, enquanto a ovelha continua a fugir. Ele não desiste de buscar essa alma, mas persevera “até que venha a achá-la…” (RC).
Que ensino para nós, que desejamos ganhar almas para Cristo! Paramos tão facilmente diante de um “não” e nos intimidamos com a resistência ou a hostilidade. Não é esse o espírito do verdadeiro ganhador de almas, que diz: “Comecei segundo a vontade de Deus e vou perseverar!”. Quando estamos realmente decididos, a oração é fortalecida pela resistência da “ovelha perdida” e continuamos até encontrá-la. Aliás, foi isso que o Salvador fez conosco. Não devemos fazer o mesmo com os outros?
Está escrito que, para conseguir seu intento, o bom pastor deixou as outras noventa e nove ovelhas. Será que estamos entre os cristãos que sabem que deveriam ser ganhadores de almas, mas de fato não são? Reconhecer nossa incapacidade é simples, mas ao mesmo tempo uma verdade desagradável para o “eu”. Para atingir a ovelha perdida, há alguma coisa a ser abandonada. O bom pastor deixou de propósito as outras noventa e nove cheias de justiça própria, para ocupar-se da ovelha que reconhecia ter-se extraviado. Não podemos encontrar a ovelha perdida, ficando na atmosfera de justiça própria das outras noventa e nove.
Talvez precisemos deixar outra coisa, algo a que o nosso coração está preso e do qual devemos livrar-nos para poder sair em busca da ovelha perdida. Deus não poderá usar-nos enquanto tivermos o coração dividido. Se não cumprimos a vontade de Deus em nossa vida, poderemos ver milhares de ovelhas afastando-se cada vez mais do abrigo, em direção à perdição. Com certeza haverá, entre elas, algumas que se deixarão conduzir por nosso intermédio ao bom pastor, a fim de serem salvas.