15 de Setembro
Conheço as tuas obras — eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta,
a qual ninguém pode fechar — que tens pouca força, entretanto,
guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.
Apocalipse 3:8
“Conheço as tuas obras.” Essas palavras do Senhor à igreja em Filadélfia são consolo e, ao mesmo tempo, advertência dirigida a cada um de nós. Todas as nossas obras devem suportar a claridade de seu olhar penetrante, sendo sempre a expressão de sua vontade e o canal de seu Espírito.
“Tens pouca força”. A igreja em Sardes se vangloria de sua reputação e a igreja em Laodicéia, de seus conhecimentos; mas essas manifestações da vida do “eu”, de sabedoria e justiça própria, são contrárias à vontade de Deus. Se Filadélfia tem pouca força e não é popular como as outras, por outro lado conhece o Senhor, é inteiramente submissa a ele, aceita seu opróbrio e faz sua vontade. Que seja essa a nossa atitude! Se não temos os meios materiais nem a liberdade de fazer como os outros, temos a oração, e a oração verdadeira é expressão e confissão de nossa fraqueza e inteira dependência de Deus. Que a oração seja sempre objeto de cuidado e vigilância. Não podemos cair no silêncio e na falta de ação!
“Guardaste a minha palavra”. Nós a guardamos não somente crendo nela do começo ao fim, não somente lutando por sua honra e integridade, mas vivendo-a e exaltando-a em nosso viver. Guardar a palavra significa espalhá-la, transmiti-la aos outros. Se o fizermos, a bênção cairá não só sobre os que a recebem, mas também sobre nós.
“Não negaste o meu nome.” Negar o nome do Senhor é dar um testemunho que lança descrédito sobre seu nome bendito; é fazer o que ele reprova, é aceitar em silêncio que outros o neguem. É a deslealdade e a infidelidade para com aquele a quem tudo devemos.
Quando o Senhor pode contar conosco, porque conhecemos nossa fraqueza e dependemos dele, abre-se diante de nós uma porta de serviço que ninguém pode fechar!