16 de Maio
Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu os irmãos Simão e André,
que lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores.
Marcos 1:16
Que tal parar e olhar o Mestre, que passa ao longo do mar da Galiléia? O que o preocupa? Em que será que ele pensa?
Jesus acaba de proclamar que o reino dos céus está próximo e que os homens devem arrepender-se. O eco desse apelo ressoa na praia da Galiléia. Contudo, podemos ver neste rosto bendito admiração e tristeza. Israel não quer arrepender-se, e o reino dos céus na terra é temporariamente adiado. Ao mesmo tempo, seu olhar divino exprime a grande esperança que faz a tristeza fugir: Israel, como um pequeno lago, será submerso no mar de um mundo perdido, pelo qual Jesus morrerá. Ele sabe que, após sua ressurreição, judeus e gentios se tornarão pescadores de homens. Vê nesses simples pescadores, entre os quais nós também estamos, pescadores de homens, ganhadores de almas; sim, cada um de nós.
O apelo ao arrependimento continua até hoje e somente pecadores arrependidos podem chamar pecadores ao arrependimento. Será que estamos conscientes da ausência de frutos em nossa vida? Será que as nossas redes estão rompidas? Não há nada de que precisemos arrepender-nos ou pôr em ordem? Se houver algo, devemos resolver imediatamente. Não deixemos que o Salvador nos aguarde, nem as almas, pois há muitas à nossa espera.
O Cordeiro de Deus deve ser o ponto de partida de toda a ação e o objetivo de todo o trabalho. Quando estivermos cheios dele e vazios de nós mesmos, os homens responderão ao chamado e, assim, nós os atrairemos a Jesus, e eles o seguirão. É Cristo que damos ao mundo, é a ele que queremos conduzir as almas, não a nós. O Cordeiro de Deus não só tirou o pecado do mundo, mas conduz seus servos adiante, no trabalho de pescadores de homens. Será que o que nós mais queremos é realmente segui-lo?