17 de Junho
Suba à tua presença a minha oração, como incenso,
e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina.
Salmos 141:2
A oração é a nossa expressão da vida do Espírito. A oração requer uma submissão de filhos, constante e fiel a nosso Pai celeste, e essa submissão nos é dada pelo Espírito Santo. É, assim, um eficaz poder que dá fruto para Deus no mundo. A verdadeira oração nos coloca em uma posição em que Deus nos abençoa e se aproxima de nós. Abre o céu para nós e o Salvador responde. Pela oração, somos transformados em “cooperadores de Deus”, participantes do sacerdócio de nosso sumo sacerdote. Ficamos à sua disposição e colocamos em movimento o braço de Deus neste mundo.
A oração dá possibilidades sem limites a todo discípulo do Senhor. É parte da aliança que o Senhor faz com os seus uma cooperação que, embora secreta, tem efeitos e resultados visíveis para a humanidade. Quando essa vida de oração conquista alguém, alastra-se como um fogo e comunica-se a outros. É isso de que precisamos hoje: pôr Deus à prova no domínio da oração, com a finalidade de salvar almas. E, quando a oração começa a ser respondida, o coração do discípulo se alegra.
A palavra do salmista nos mostra o dever e o privilégio de poder cooperar com Deus dessa maneira. Neste final do período da graça, nosso pedido deve subir a ele como o perfume do santuário. Os homens podem agitar-se e conspirar, imaginar coisas vãs e revoltar-se contra Deus, mas o próprio Senhor age de seu trono da graça. É de lá que ele nos chama e que acolhe nossas súplicas. Nossos pedidos precisam ser como incenso precioso aos seus olhos. Entremos nesse santo sacerdócio.
Deus espera de nós orações que sejam o fruto de nossa comunhão íntima com ele. E o mundo tem necessidade disso, porque é tarde, a luz diminui e a noite se aproxima. Que o levantar de nossas mãos seja como o sacrifício da tarde e agrade a Deus.