18 de Abril
Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar
que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia.
Hebreus 11:8
Deus falou a Abraão e, porque o patriarca creu na palavra de Deus, isso foi considerado justiça a seu favor.
Será que nós, que queremos seguir o Senhor, precisamos mais que isso? O chamado de Deus é uma questão de fé, e não de sentimento. Foi dito de Abraão que “obedeceu […] e partiu sem saber aonde ia”. A fé não se detém, mas age, obedece; não calcula, mas aceita um futuro desconhecido, descobrindo assim a imutável fidelidade de Deus.
Acontece o mesmo com a salvação. Ela é garantida, porque Deus fez alguma coisa para nos salvar e deu sua palavra para disso nos certificar. Nossa certeza, firmada sobre a obra de Jesus na cruz e sobre a palavra de Deus, que não pode mentir, é indestrutível, porque está fundamentada sobre a rocha. Ignora os altos e baixos comuns às experiências religiosas puramente sentimentais ou emotivas.
O crente responde ao chamado de Deus, apoiando-se em suas promessas. Assim, a certeza que ele tem do chamado não vacila. Ele obedece e segue a Deus com alegria. Essa obediência de filho, encontrada na fé, caracteriza daí em diante suas relações com o Pai celeste. Ele descobre que seu jugo é suave e seu fardo é leve, encontrando descanso para sua alma. É exatamente o oposto das vidas que andam pela própria força de vontade, confundindo a vontade com a fé, e a lei, com a graça. No caminho da fé, o coração está à vontade e o amor perfeito expulsa o temor.
Quando o cristão está certo da vontade de Deus, quando sabe que está onde o Pai quer que ele esteja, não teme a espera. Chegando à terra de Canaã, Abraão não se agitou, não se esforçou para fazer cumprir as promessas de Deus. Não se pôs a traçar as fronteiras da terra ou a fazer com que seus direitos fossem reconhecidos pelos habitantes da região. Tudo isso era trabalho de Deus. Mas Abraão construiu seu altar.
Que o Senhor nos dê essa fé, que é prova das coisas que não se vêem! (Hb 11:1).