18 de Julho
Trazendo uma criança, colocou-a no meio deles…
Marcos 9:36
Jesus tinha descido do monte da transfiguração com os discípulos. Chegando a Cafarnaum, esperou que estivessem isolados em casa para perguntar-lhes sobre o que tinham discutido durante o caminho, porque seus ouvidos ouviam tudo. Ele sabia o que os discípulos diziam entre si e também o que pensavam. “Mas eles guardaram silêncio; porque, pelo caminho, haviam discutido entre si sobre quem era o maior” (v. 34). Ficaram constrangidos, pois o contraste era enorme: Jesus acabava de anunciar-lhes sua paixão, e eles, egoisticamente, só pensavam em valorizar-se aos próprios olhos.
O desejo de ser o maior, de ter o primeiro lugar ou de estar em evidência está na base de muitas situações lamentáveis, que desonram a Deus. Ambições pessoais e rivalidades se escondem sob atividades e trabalhos realizados “para Deus”.
O Senhor poupou aos discípulos a vergonha de tal conversa em público. Ele os fez entrar em casa, onde se passa esta cena extraordinária. Jesus apresenta-lhes uma criança, colocada no meio deles e, tomando-a em seus braços com ternura, identifica-se com ela. “Qualquer que receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe…” (v. 37). Que lição! Ela deve penetrar em nosso coração. Precisamos do olhar do Senhor para pôr a descoberto, no fundo do nosso ser, as raízes do mal: o orgulho, a vaidade, as ambições pessoais e o “eu”, que nunca se farta e torna-se tão perigoso quando age sob a cobertura das coisas sagradas.
E o Senhor continua: “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (v. 35). Mateus acrescenta a esse incidente uma exortação que Marcos omite: “Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus” (Mt 18:4). Quando concordamos em ser como crianças, as ambições e os desejos perdem a importância; e, estando em seus braços, só vemos a ele, que é manso e humilde de coração, nosso Senhor e Mestre.