19 de Agosto
Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, nele radicados,
e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos,
crescendo em ações de graças.
Colossenses 2:6-7
Os colossenses, assim como os efésios e os filipenses, tinham sido visitados pelo Espírito Santo, então se converteram a Deus e foram arrancados da sua inútil maneira de viver. Apropriaram-se dos ensinamentos de Jesus Cristo e começaram bem. Alguns nunca tinham visto Paulo pessoalmente, mas se entregaram à obra do evangelho com a mesma consagração e a mesma fé do apóstolo.
Os inimigos de Cristo, porém, não se demoraram em vir sobre eles, ensinando-lhes outra coisa, diferente da que tinham recebido. Além disso, estavam caindo na vida de aparências, que é uma ameaça constante à vida espiritual. Então Paulo escreveu-lhes essa epístola para reconduzi-los a Cristo, revelando-lhes as qualidades próprias de sua divindade e seus direitos sobre a vida do cristão.
“Ora, como recebestes Cristo Jesus…” Precisamos lembrar nosso ponto de partida. Como começamos? Por um ato de fé, pelo qual nos apropriamos da salvação. Depois, livremente nos consagramos ao seu serviço e ao bom combate da fé. Onde estamos agora? Será que seguimos fielmente o nosso Senhor? Ou baixamos nosso nível? É melhor nunca fazermos um voto do que nos mostrarmos infiéis depois.
Nossa decisão foi séria. Deus falou e respondemos: “Eis-me aqui!”. No começo tudo ia bem, até que nos permitimos cometer um pequeno desvio, e a palavra de um inimigo do evangelho passou a ter eco em nosso coração. Um pouco de fermento leveda toda a massa. Perdemos a alegria de testemunhar, abandonamos o bom combate e nos tornamos mornos, como Laodicéia. Temos de escutar a advertência do Senhor: “Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap 3:19). O Senhor corrige os que ama.
Se somos infiéis, ele permanece fiel. Devemos voltar ao ponto de partida, confessar nossas faltas, recomeçar tudo outra vez, seguindo agora uma linha inteiramente reta: “Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele”, pela fé, tendo nosso olhar fixo nele.