Date

jun 19
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19 de Junho

Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e,

no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu?

Marcos 8:27

Deve ter havido uma pausa, um silêncio, entre a pergunta do Senhor e a resposta dos discípulos: “João Batista; outros, Elias; mas outros: Algum dos profetas” (v. 28), ou seja, simplesmente um homem! Isso deve ter causado muita tristeza ao nosso Senhor, que se tinha dado à multidão com misericórdia incansável. Bom seria se pudéssemos sentir, com nosso Salvador, toda a tristeza que o invadiu nesse momento, quando a resposta dos discípulos mostrava a definida rejeição humana a ele, o homem de dores. Será que conhecemos essa tristeza, não de ser rejeitados, mas de ver que nosso Senhor é rejeitado? Que cada um de nós tenha o mesmo sentimento que houve em Jesus Cristo.

“… Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo” (v. 29). Mas quando Jesus disse que era preciso que o Filho do homem sofresse muito, que fosse rejeitado e entregue à morte, Pedro se pôs a repreendê-lo.

Qual a causa dessa incompreensão diante da cruz? Jesus lhe disse: “… não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens” (Mt 16:23, RC). Quando o homem dá sua opinião sobre a cruz, é a incompreensão, a confusão, que reina, porque Satanás está atrás desses pensamentos humanos. Satanás procura impedir que compreendamos o segredo da vida divina: ser um mesmo espírito com Cristo em sua morte, para andar em novidade de vida. Deus diz claramente: “Quem quiser, pois, salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (v. 35-36).

Com o seu “eu” não-crucificado, Pedro tinha ilusões quanto ao seu trabalho de discípulo, que se tornavam um laço, um perigo para os outros. Toda a sua atividade era inspirada pelo “eu”. Seguia aquele que tinha entregado tudo, porém ele próprio não imitou o Mestre.

A principal causa de nossas dificuldades é que amamos demais a nossa própria vida, e isso é o que impede o Espírito Santo de agir em nós para atingir outras almas. Somente quando nos entregamos inteiramente é que ganhamos almas para Cristo.