19 de Maio
Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á;
quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.
Lucas 9:24
Não estamos cercados por inimigos, nem somos perseguidos por causa de nossa fé. Vivemos uma vida tranqüila. Se não cuidarmos, ela pode facilmente virar uma rotina que adormece a consciência e fecha o coração. Abundantes meios de graça nos são oferecidos, entretanto a vida e o poder divino nos faltam freqüentemente.
Qual a razão disso? O texto diz: é porque queremos salvar nossa vida. Concordamos em ter certa atividade religiosa, desde que isso poupe nossa vida e evite a cruz. Tomamos decisões para o futuro, sem pedir conselho a Deus e sem nos preocupar com seu plano. Não queremos ouvi-lo, porque tememos que nossa obediência nos custe alguma coisa. E mais tarde estaremos diante da terrível realidade de uma vida inevitavelmente perdida para Deus.
“Quem perder a vida por minha causa, esse a salvará”. Todo cristão, jovem ou adulto, tem a possibilidade de tomar voluntariamente essa decisão ao pé da cruz. Quem faz isso, mostra que procura o Senhor de todo o coração. Os inimigos de Jesus diziam dele: “… Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se” (Mc 15:31). Nós, seus discípulos, não podemos salvar os outros porque salvamos a nós mesmos!
Perder a vida é dar a Deus aquilo que é mais caro ao nosso coração. Perder a vida é recusar o caminho largo e fácil que se abre diante de nós e que outros seguem; é obedecer a Deus e fazer o que ele nos pede; é fazer aquela restituição, reconciliação ou renúncia. Perder a vida é entrar na realidade da mensagem da cruz, que é o meio de avaliar o despertamento.
É por causa de Cristo e de seu maravilhoso amor, por causa de seu sacrifício, que alegremente perdemos nossa vida. É por sua angústia e seu sofrimento, sua ressurreição e sua volta próxima que renunciamos à nossa própria vontade. E, então, o que considerávamos sacrifício se torna benefício, e a obediência traz a bênção.