1º de Setembro
Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias.
Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor…
Lucas 12:35-36
“Cingido esteja o vosso corpo”. Não era suficiente para os israelitas que o sangue do cordeiro estivesse nas portas de suas casas e que eles cressem na palavra do Senhor; deviam estar prontos para partir, usando um cinto sobre as roupas (Êx 12:11). Também nós, para podermos seguir a coluna de nuvem aonde quer que ela nos conduza, precisamos ter a atitude e o equipamento do peregrino, do viajante, do guerreiro do Senhor.
Ao sermos salvos, logo nos acostumamos com os privilégios da salvação. Ficamos, por assim dizer, em casa, atrás da porta protegida pelo sangue, mas não é isso que a palavra de Deus nos ensina. Devemos sair, partir, andar e viajar. Tudo o que é indiferente, que não reage ou que nos faz parar na vida precisa ser revelado e tirado pelo Senhor. Devemos estar sempre preparados, para estar entre os que andam com Deus e avançam, aprendendo em cada experiência, sem nos deixar desanimar por coisa alguma em nossa carreira vitoriosa.
“E acesas, as vossas candeias”. Essa frase nos faz pensar na séria verdade bíblica sobre as trevas do século presente, que aumentam cada vez mais. “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso…” (Ef 6:12). Essas trevas parecem poder ser apalpadas, em certos momentos, como diz Êxodo 10:21. Ter nossas lâmpadas acesas é manter um testemunho positivo e real, agindo exatamente no meio das trevas. Muitas lâmpadas se apagam hoje em dia, sufocadas pela escuridão atual. Muitas lâmpadas permanecem inúteis, pois, sem óleo, têm apenas forma de piedade bíblica.
Onde estivermos, devemos fazer com que nossas lâmpadas fiquem acesas, contrastando com a noite ao redor. Precisamos ser caracterizados por atos de coragem, testemunho e consagração. A noite se tornará ainda mais negra. Não precisamos temer a escuridão, mas manter acesas as nossas lâmpadas e ser, como diz a continuação do texto, “semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor”.