Date

jun 02
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2 de Junho

Porque também Cristo não se agradou a si mesmo; antes, como está escrito:

As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim.

Romanos 15:3

Esse trecho nos faz pensar em nós mesmos, levando-nos ao fundo, à raiz da vida cristã, onde freqüentemente encontramos a auto-estima. Essa palavra se refere não apenas à satisfação própria, mas à procura do que nos agrada e convém. Mas nosso Salvador e modelo, ainda que dono de tudo, não agradou a si mesmo. Ele dizia: “Sou […] humilde de coração […], não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou” (Mt 11:29; Jo 5:30).

Temos de examinar nossa vida à luz desse exemplo e procurar viver nesse nível. Nem o cristão mais velho e mais experiente pode esquecer que o coração do homem natural está sempre pronto a se expressar e a reclamar para si alguma coisa. E o “eu” nunca é tão perigoso como quando age sob aparências religiosas e em coisas espirituais.

É bom evitar o ato de agradar a nós mesmos, satisfazendo nossos desejos, nossas ambições e nossos interesses, porque “Cristo não se agradou a si mesmo”.

Precisamos fugir de tudo que nos é agradável, que nos é vantajoso, que nos colocará em evidência nas relações com os outros, porque “Cristo não se agradou a si mesmo”.

Se evitarmos a própria satisfação, em nossos sentimentos íntimos, poderemos condenar a boa opinião que temos de nós, “considerando cada um os outros superiores a si mesmo. […] Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2:3,5), pois “Cristo não se agradou a si mesmo”. Essa é a causa de tantas dificuldades entre os cristãos, de tantas coisas desagradáveis que quebram a unidade do Espírito e, além disso, o entristecem. Precisamos seguir o exemplo do nosso Salvador, que nos ensina e nos convence do pecado, para que, em seguida, por seu Espírito, possamos crescer na sua semelhança, porque “Cristo não se agradou a si mesmo”.