2 de Novembro
Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade;
porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido
e vos anunciará as coisas que hão de vir.
João 16:13
Uma das coisas mais impressionantes ditas a respeito do Espírito Santo é esta: “Não falará por si mesmo”. Daí podemos deduzir até que ponto tudo que se refere a ele é coisa sagrada e sensível, tudo o que podemos dizer dele e tudo que pretendemos fazer em seu nome.
Que contraste com tantos cristãos que falam de si mesmos e agem por si, mas que certamente não glorificam o Senhor Jesus! No que se refere ao serviço de Deus, o “eu” é de uma sutileza extraordinária; sabe muito bem como se revestir de espiritualidades exteriores, empregando-as para seu próprio proveito. Serve-se do bendito nome do Senhor, para procurar a própria glória e seus interesses. E as pessoas sem discernimento deixam-se levar, a ilusão se espalha, mas o Espírito Santo se afasta cada vez mais.
Exprimir os próprios pensamentos sobre o Espírito Santo é coisa infinitamente delicada, porque é falar daquele que não fala de si mesmo! O Espírito Santo de Deus, o Consolador, o Executivo da Divindade, não fala de si em toda a grande e vital obra que realiza. Ele se apaga diante daquele cujos dons distribui. Procura exclusivamente os interesses de Cristo, revelando-o ao cristão, que é por ele conduzido em toda a verdade e instruído nas coisas que estão por vir. É ele quem faz o trabalho, é ele o enviado do Pai, mas para magnificar o Filho. Existe um sofrimento, uma tristeza, um ciúme do Espírito Santo diante da incoerência e infidelidade dos cristãos. Foi ele quem inspirou a palavra de Deus e é a ele que pertence essa espada. Seu fim é glorificar a Cristo, vencer o adversário e pôr às claras suas obras.
Precisamos aprender com essas palavras ditas pelo divino Mestre. Que fazemos da “comunhão do Espírito Santo”? A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós (2Co 13:13).