Date

jun 20

20 de Junho

Viu que não havia ajudador algum e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor…

Isaías 59:16

Notemos a associação de pensamentos que existe entre essas duas palavras: ajudador e intercessor.

Antes de podermos ser verdadeiros intercessores, precisamos aprender a ser simples homens de Deus, simples mulheres de Deus, tendo “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus […] a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:5,7-8).

Jesus apareceu como mero homem. Por isso o fariseu e o sacerdote o desprezavam e o doutor da lei não podia compreendê-lo. Mas, também por isso, a multidão o amava, chamava-o de amigo dos pecadores e das pessoas de má conduta. E por isso Deus o honrou. Temos de pedir a ele que nos liberte de todo espírito farisaico, e assim nos acheguemos ao pé da cruz para receber seu Espírito de graça e compaixão.

Deus se surpreende ao constatar que entre os seus não há nem um homem com esse temperamento. Uma característica da obra de santificação que devemos buscar é aprender a viver para ele como homens no meio de homens.

Quando chegarmos lá, saberemos descer e assentar perto daquele que precisa de socorro; saberemos ter paciência e nos interessaremos em cuidar dele, de sua vida, vivendo em seu nível. Então o coração de pedra será transformado em carne; em lugar de espírito de julgamento, receberemos o espírito compassivo do Senhor. Sentiremos que estamos unidos de coração às multidões de ovelhas sem pastor que Jesus amava. Teremos visão da corrupção, mas, em vez de julgar, oraremos com lágrimas; não com sentimento de superioridade, mas com amor e compaixão. E, diante do trono da graça, nossa intercessão será revestida de poder, de sua compreensão, de seu amor.

Que o Senhor não precise entristecer-se com a nossa falta de oração, mas que encontre em nós verdadeiros intercessores!