20 de Maio
Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si.
Romanos 14:7
Esse princípio do apóstolo Paulo deveria caracterizar a vida de todos nós, que nos intitulamos cristãos. Ele deu o exemplo disso em todos os aspectos e pede que sejamos seus imitadores.
“Nenhum de nós vive para si mesmo.” Será que as nossas relações com o ambiente em que vivemos são inspiradas por esse espírito? Há situações difíceis e dolorosas entre os filhos de Deus por causa do egoísmo, pois vivemos para nós em vez de viver para os outros. Na raiz das más influências, da falta de espiritualidade, encontra-se o “eu”, que exige atenções, mas que deveria estar crucificado com Cristo. Os gestos irrefletidos e as atitudes que ferem, no fundo, são simplesmente resultado de uma vida vivida para si, sem consideração pelos outros. Precisamos examinar nossa vida, para que esse texto seja impresso docemente em nosso coração, levando cada um de nós a rever a própria vida e as relações com nossos semelhantes.
“Nenhum de nós vive para si mesmo.” Deus confiou a cada um uma obra a realizar. Então por que há entre nós tanta incompreensão? Por que há invejas e divisões, que causam fraqueza espiritual? A razão é sempre a mesma: vivemos para nós e para nosso meio religioso, não para os outros. Esquecemos o amor e o sofrimento vivido por Cristo. Voltados para nós mesmos, esquecendo o mundo perdido, acabamos em morte espiritual, mais terrível ainda pelo fato de não percebermos isso.
O cristão que não vive para si mesmo busca sempre a salvação de outros. Quando já deu seu testemunho em determinado lugar, procura outra oportunidade para espalhar ao seu redor a plenitude do amor de Deus. Rios de água viva fluem dele e sua ação desinteressada não pára nunca.
A cruz de Cristo é a fonte oculta de uma vida inteiramente entregue a ele. Tiremos dela a força para seguir aquele que veio ao mundo para servir e para dar sua vida!