20 de Outubro
Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, lhe disse, em hebraico:
Raboni (que quer dizer Mestre)!
João 20:16
Aquela mulher estava desamparada em sua grande dor, mas só a menção de seu nome foi suficiente para que reencontrasse o equilíbrio da paz de Deus, que ultrapassa o entendimento. Pronunciando seu nome, o Senhor mostrou que reconhecia sua filha. Ela havia pensado que Jesus era o jardineiro, mas ele não se enganaria quanto a ela. Chamando-a assim, ele a fez compreender que não a perdera de vista, que a grande perturbação pela qual ela havia passado não a arrebatara de sua mão. “Disse-lhe Jesus: Maria!” era também um sinal de aprovação: o Senhor a fazia novamente sua. “Mas agora, assim diz o Senhor, que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is 43:1-2). De fato, ele chama suas ovelhas pelo nome; prova-lhes não apenas que não as esquece, mas que elas lhe pertencem para sempre.
Há mais ainda nessa menção do nome de Maria, pois ele lhe fala como Senhor ressuscitado. Revela-lhe o Pai celeste. “… Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus” (v. 17). Ele revela à filha que ela não está só, que é amada pelo Pai celeste e que lhe abre a glória eterna.
Como os nomes das tribos de Israel estavam inscritos nos ombros e no coração do sumo sacerdote quando este se apresentava diante do Senhor, assim nossos nomes estão inscritos nos ombros e no coração de nosso Sumo Sacerdote, que agora está na glória. “Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei; os teus muros estão continuamente perante mim” (Is 49:16).
Vamos buscar abrigo no meio da tempestade até ouvir nosso Senhor dizer nosso nome, para compreendermos tudo o que isso significa.