Date

out 22
Ongoing...

22 de Outubro

Eu disse na minha pressa: estou excluído da tua presença.

Não obstante, ouviste a minha súplice voz, quando clamei por teu socorro.

Salmos 31:22

“Na minha pressa…” Em vez de refletir, de ficar recolhidos, de esperar a direção do alto, nós nos apressamos! Quantos aborrecimentos, quantas situações duvidosas, quantos estragos incômodos e dolorosos são provocados por nossa precipitação!

Na vida e no combate há momentos e circunstâncias em que é preciso agir com rapidez; o inimigo não espera; devemos antecipar-nos a ele. Mas aqui o salmista fala de uma tentação que se apresenta a cada cristão: a pressa. Primeiro admitimos um pensamento precipitadamente. Depois, com a mesma pressa, tomamos uma atitude; em seguida, dizemos uma palavra, escrevemos uma carta, tomamos uma decisão que, por ser precipitada, infalivelmente encobre a face de Deus e nos afasta da comunhão com ele. Então o coração não resiste ao pensamento rebelde: “Estou excluído da tua presença.”

Todo esse salmo é bastante atual, porque fala de angústia, de luta e dos inimigos do cristão, mas fala também do socorro e da fidelidade de Deus, de sua provisão paternal e de seu poder agindo em favor dos seus.

O Senhor nos protege no abrigo de sua face, ouve nossas súplicas, ocupa-se de nossos inimigos, dá força e alegria aos que nele esperam e nele se regozijam. Então por que essa pressa, precursora da rebelião, da exteriorização do “eu”, que fatalmente traz consigo a perturbação da dúvida? “Eu disse na minha pressa: estou excluído da tua presença.” Precisamos confessar esse pensamento, descobrir aonde ele nos leva, que situações cria, e então voltar a Deus, nosso Pai celeste, que não nos trata como nós o tratamos. Ele tudo vê, tudo sabe, mas ainda assim ouve nossas súplicas quando clamamos por seu auxílio. Vem ao nosso encontro, e sua presença, além da comunhão restabelecida, afasta nossas dúvidas e nos dá a visão da fé. Hoje, ele nos diz: “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor” (v. 24).