Date

set 22
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22 de Setembro

Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação;

porque ai de mim se não pregar o evangelho!

1Coríntios 9:16

Essas palavras do apóstolo Paulo deviam ser a experiência de todos os filhos de Deus. Se o ministério dos apóstolos acabou com a primeira geração da igreja, o sacerdócio do testemunho continua. Durante o tempo da graça, cada cristão é chamado a enfrentar suas responsabilidades.

“Pois sobre mim pesa essa obrigação.” A necessidade nos é imposta pela própria presença do Senhor em nossa vida. Se a presença divina não estiver apagada por nossos erros, devemos sentir a necessidade de dar aos outros o que dele recebemos. Será que de fato sentimos isso? Os anjos do céu desejam ter o nosso privilégio e os demônios do inferno temem esse mesmo privilégio, fazendo tudo para impedir que nós, cristãos, tenhamos o senso dessa responsabilidade.

A necessidade nos é imposta pelo mundo que nos cerca. A presença de um único não convertido deveria perturbar-nos a ponto de nos tirar o sossego. Jeremias dizia: “Quando pensei: não me lembrarei dele e já não falarei no seu nome, então, isso me foi no coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; já desfaleço de sofrer e não posso mais” (Jr 20:9). Em sua grande angústia, o mundo precisa de cristãos convictos em cujo coração possa arder o fogo do amor de Deus.

Que nosso coração e nossas mãos não fiquem fechados diante dos nossos próximos, por quem Cristo morreu, quando correm o risco de comparecer perante o juízo de Deus sem conhecer seu perdão. Recebemos a graça de Deus liberalmente e nossas mãos transbordam de riquezas, de meios de socorro. Deveria ser impossível guardar tudo isso só para nós.

Satanás não teme nossa doutrina nem profissão, mas o fogo que arde em nós precisa propagar-se a qualquer preço.

“Sobre mim pesa essa obrigação”, porque terei de comparecer diante do tribunal de Cristo para prestar contas de tudo o que fiz e de tudo o que não fiz. Então, ele “… retribuirá a cada um conforme as suas obras” (Mt 16:27).