Date

abr 23
Ongoing...

23 de Abril

Como, porém, invocarão aquele em quem não creram?

E como crerão naquele de quem nada ouviram?

E como ouvirão, se não há quem pregue?

E como pregarão, se não forem enviados?…

Romanos 10:14-15

Depois de ter exposto o maravilhoso plano divino da salvação, depois de ter dirigido os olhares dos leitores para o mundo perdido, corrompido no pecado, desgastado pelos sofrimentos e mergulhado em lágrimas, o apóstolo Paulo se detém, comovido e angustiado, para fazer quatro perguntas. São como quatro flechas divinas que penetram na consciência do cristão.

“Como, porém, invocarão aquele em que não creram?” Quem poderá contar os benefícios que resultam deste simples fato: crer de coração em Jesus Cristo? “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”, diz o apóstolo Paulo (v. 13). Isso quer dizer: salvo do pecado passado e da sua culpa, salvo do poder atual do pecado, salvo do lago de fogo e enxofre, salvo para a eternidade! Qual será nossa resposta diante das milhares de pessoas que não estão salvas?

“E como crerão naquele de quem nada ouviram?” Somos surdos ao apelo dos incrédulos. Consagramos nossa vida em oração, mas não damos seguimento a esse compromisso. Deus espera nossa resposta.

“E como ouvirão, se não há quem pregue?” Além de nossas fronteiras, milhares de almas estão sem esperança, sem Deus e até sem sua Palavra, mas ninguém quer ir a elas para conduzi-las a Cristo. Quem de nós irá?

“E como pregarão, se não forem enviados?” Precisamos pedir ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua colheita e, ao mesmo tempo, devemos estar prontos para ser a resposta ao nosso pedido. Deus chama, o apelo continua; o que falta são respostas. A resposta ao apelo é a conseqüência normal de uma necessidade conhecida e da justa gratidão de nosso coração para com aquele que nos salvou. Trata-se simplesmente de obedecer às últimas palavras do Senhor ressuscitado: “E sereis minhas testemunhas […] até aos confins da terra” (At 1:8).