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ago 23

23 de Agosto

Trabalhamos arduamente com nossas próprias mãos.

Quando somos amaldiçoados, abençoamos…

1Coríntios 4:12 (NVI)

Milhares de cristãos trabalham com suas mãos dia após dia, esforçando-se, a exemplo do apóstolo Paulo, para fazer um trabalho que seja uma bênção para os seus semelhantes. “Vós mesmos sabeis que estas mãos serviram para o que me era necessário a mim e aos que estavam comigo. Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber” (At 20:34-35).

“Estas mãos.” “E nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos” (1Co 4:12). Para dar testemunho eficaz diante da multidão de homens sem Deus e sem esperança, esse trabalho vale mais que muitos diplomas. Essa multidão desconfiada, cheia de preconceitos e afastada de Deus — o que nem sempre é por sua própria culpa — sente que o direito de falar das coisas de Deus requer alguma coisa além que simplesmente graus universitários, títulos usados nas igrejas e palavras religiosas. Jesus Cristo, contra quem a multidão não é necessariamente revoltada, apareceu como um simples homem, no meio dos homens. Não se ressentia de ser chamado o “filho do carpinteiro” (Mt 13:55). Suas mãos também trabalhavam, essas mesmas mãos que há séculos abençoam o mundo.

Isso é um incentivo para nós, que trabalhamos com nossas mãos, provendo nossas necessidades e as dos nossos. Jesus Cristo, o apóstolo Paulo e milhares de crentes nos deram o exemplo e demonstraram que um trabalho humilde, realizado com fidelidade, muitas vezes fala mais que muitas palavras. Essa certeza transforma a rotina diária em um serviço alegre e nos dá a visão de possibilidades não imaginadas. O trabalho cansativo e absorvente não mais será visto como um obstáculo ao serviço de Deus, mas exatamente como o meio pelo qual Deus pode ser glorificado.

Essas mãos que trabalham são mãos que abençoam. Foi o Senhor que fez assim, então não deve haver insegurança em nossa atitude. O mundo tem o direito de ver que Deus faz brotar, dessas mãos que trabalham, um poder que abençoa, consola, anima e salva.