23 de Setembro
Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial.
Atos 26:19
A visão celestial foi a base e o ponto de partida do trabalho do apóstolo Paulo. Aquele homem violento e rebelde, o mais forte entre os inimigos de Deus, decidiu obedecer-lhe, desde o momento em que, no caminho de Damasco, viu o Senhor glorificado. E obedeceu até o fim, com os resultados que conhecemos.
Muitos cristãos não apresentam o fruto do Espírito. Seu testemunho não é o resultado da obediência à “visão celestial”. Ele vivem, ou antes, vegetam no mesmo lugar, girando em torno de si mesmos, exatamente como os filhos de Israel giravam em torno da montanha, murmurando contra o Senhor e seus servos. Seu fim foi a morte no deserto.
E nós? Talvez nós não tenhamos obedecido e, ao reter uma parte do preço, não tenhamos sido honestos com Deus, mantendo omissões e reservas. Somos desses que vivem na falsa luz de devaneios e pensamentos próprios, em uma ilusão enganadora? Essas seduções existem somente onde há desobediência à visão celestial.
“Não fui desobediente à visão celestial.” Por hoje, vamos ficar nessa palavra e deixar que Deus vá até o fundo de nosso ser. Temos de entregar a ele aquela coisa a que nos prendemos demasiadamente, a causa de nosso coração estar dividido e que nos impede de consagrar-nos inteiramente. Não podemos continuar perseguindo Jesus. Precisamos parar. Se nunca tivemos essa visão celestial, basta pedi-la ao Senhor; não podemos deixá-lo, até que tenhamos o nosso “caminho de Damasco”.
E o apóstolo dos gentios acrescenta: “Permaneço até ao dia de hoje” (v. 22). Nosso encontro com o Senhor não será uma emoção passageira. Seus efeitos serão sentidos até o fim de nosso serviço. Vamos pedir que, no meio do mundo inconstante, Deus nos conceda a perseverança. Vamos orar por quem persevera: não é um caminho fácil, é solitário, mas sempre iluminado pelo brilho glorioso da “visão celestial”.