24 de Agosto
Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens,
dela darão conta no Dia do Juízo.
Mateus 12:36
É nosso Senhor quem diz isso! Devemos refletir sobre sua advertência. Ele não esquecerá nem uma palavra sequer, embora nós esqueçamos. O livro de Provérbios diz: “No muito falar não falta transgressão…” (10:19). A palavra é um dom, mas também uma responsabilidade. É uma infelicidade ser acometido pela mudez, mas empregar a palavra como arma contra outra pessoa é um pecado.
Esquecemos certa frase dita a alguém ou contra alguém, mas Deus não a esquece; toma nota dela. O que colheremos no dia do julgamento? Essas palavras têm força para lançar insinuações e persuadir, ferem, deixam marcas e efeitos prolongados. O veneno moral fica na pessoa ferida, produzindo tristeza, tormento e trevas. Mas não escapará aquele ou aquela que causou essa dor.
Nós esquecemos facilmente, Deus não. E aquilo que esquecemos continua a realizar sua obra má. Depois de ter moralmente difamado uma reputação, continuamos a gozar de boa reputação, a cantar hinos e a tomar a ceia do Senhor. Será que não vemos o que Deus vê? O desprezo pelas coisas santas, a superficialidade, a hipocrisia de tudo isso?
Que devemos fazer? Precisamos nos convencer de nossa culpa e nos calar, de uma vez por todas, para escutar o que Deus tem a nos dizer: “Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado” (Mt 12:36, NVI). Há coisas que podemos e devemos pôr em ordem, primeiro com a pessoa que ofendemos, depois com os que nos ouviram falar. Mas o mal feito não poderemos mais desfazer, e isso é muito sério.
“Guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca […] Põe guarda, Senhor, à minha boca”, dizia Davi (Sl 39:1; 141:3). Do Senhor Jesus é dito: “… e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios” (Lc 4:22).