Date

jul 24
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24 de Julho

Quem é cego, como o meu servo, ou surdo, como o meu mensageiro, a quem envio?

Isaías 42:19

A vida cristã é comparada a uma corrida em que o atleta avança sem se ocupar com o que se passa à direita ou à esquerda. Para aquele que quer ganhar o prêmio da vocação celeste em Jesus Cristo, a corrida está cercada de tentações; o atleta está exposto a ouvir o que dizem uns e a observar o que fazem outros.

É uma grande tentação ouvir o que dizem os espectadores sobre a corrida ou deixar-se impressionar pelo que fazem. Quando o corredor se deixa influenciar pela opinião de alguém que nem sequer está na pista, seu esforço é enfraquecido, diminuído, e ele perde de vista o alvo. A derrota que se segue chega sem ruído. Acontece num instante.

Mas o mensageiro de Deus é surdo: seus ouvidos estão abertos somente para a direção de Deus e fechados às influências contrárias. Muitos testemunhos foram detidos, muitos cristãos paralisados, porque deram ouvidos a muitas vozes e se desviaram do curso.

“Quem é cego, como o meu servo?” Uma das tentações mais comuns e mais perigosas, para o servo de Deus que quer realizar sua tarefa humilde e fielmente, é olhar para o que os outros fazem, deixando-se impressionar por seus aparentes sucessos. E a queda, a princípio imperceptível, acontece num instante. O servo que cede nesse ponto nem percebe a parada na carreira, porque realmente trabalha, é ativo, ainda que agora esteja fora da pista que Deus escolheu para ele. Tendo cedido à tentação, passou do serviço no espírito para o serviço nas suas próprias forças, do que é divino para o que é simplesmente religioso e mera imitação.

Somente quando nossos olhos estão fixos no alvo é que a corrida termina sem enfraquecimento. Como filhos de Deus, devemos vigiar e exercer essa disciplina sobre nós mesmos. “Quem é cego, como o meu servo, ou surdo, como o meu mensageiro, a quem envio?”