24 de Outubro
Não padeceram sede, quando ele os levava pelos desertos;
fez-lhes correr água da rocha; fendeu a pedra, e as águas correram.
Isaías 48:21
Aqueles que andam no deserto estão no caminho para a glória. O deserto não durará para sempre; é o caminho para a terra prometida. Mas não podemos confundir as coisas. Alguns cristãos falam de sua vida “aqui na terra, no deserto do mundo” de tal modo, que se poderia pensar que eles gostam desse deserto de fraquezas, desobediências e insignificância espiritual! O profeta fala de outra coisa. Descreve a experiência dos salvos que compreenderam a vocação cristã e preenchem suas condições, querem seguir o Senhor levando sua cruz e renunciando a si mesmos. Conhecem, então, as dificuldades e as situações que caracterizam a peregrinação pelo deserto.
O Senhor os conduz. Eles não sentem sede, não andam descontentes, não cobiçam coisas más e não têm pensamentos estranhos. Apesar das circunstâncias externas, experimentam pleno repouso e satisfação nele.
O Senhor faz correr água da rocha. Aquilo que no começo lhes parecia muito duro continha uma bênção, coisa que eles descobriram depois: água pura e refrescante. Nada é mais duro e seco que um rochedo, porém, quando está no caminho em que o Senhor nos precede, a água corre desses “rochedos”; é Deus quem os fende e deles faz brotar água. Desse obstáculo, dessa rocha que nos impede o caminho, dessa dificuldade incompreensível, dessa surpresa que temos dificuldade em aceitar, o Senhor quer fazer jorrar água. Quando essa dificuldade for superada, ficaremos agradecidos por tê-la vencido. Essa experiência, longe de ser uma perda, será um enriquecimento. Será transformada em uma bênção que vivificará todo o nosso ser. “Não padeceram sede, quando ele os levava pelos desertos; fez-lhes correr água da rocha; fendeu a pedra, e as águas correram”.