Date

set 24

24 de Setembro

Livrei os seus ombros do peso, e suas mãos foram livres dos cestos.

Salmos 81:6

Essas palavras se referem ao patriarca José, objeto de muitas promessas e de muitos livramentos da parte de Deus. José foi encarregado da pesada responsabilidade de alimentar todo o país do Egito e livrá-lo da fome. Mas o Senhor declara: “Tirei de seus ombros a carga; as suas mãos ficaram livres dos cestos” (RC).

Essas palavras do salmista são um grande consolo para o espírito daqueles que cuidam dos interesses do Senhor, tendo sua parte de responsabilidade na obra. Não causam negligência nem superficialidade. Ao contrário, são dirigidas aos que seguem o mesmo caminho que o patriarca, sem se desviar dos sofrimentos de Cristo, mas participando de suas lutas, de suas vitórias e de sua glória. Destinam-se a quem arca com suas responsabilidades, realizando sua parte no testemunho, obedecendo a Deus e comprometendo-se com ele no tempo presente.

Há pesos que Deus não nos pede para carregar. São inquietações e cuidados da vida que nos sobrecarregam e ameaçam esmagar-nos, se não estivermos atentos. “Livrei os seus ombros do peso”; é o próprio Deus quem age. Devemos fazer nossa parte do trabalho de todo o coração. Depois de termos feito isso, então, podemos descarregar sobre ele todos os cuidados. Precisamos estar livres para levar o peso de Deus, o peso das almas e o peso da oração. O restante, devemos deixar com ele. Assim, encontraremos repouso em seu serviço sagrado, que será realizado com alegria, ao som de cânticos, na inspiração de sua presença, como esse salmo nos diz.

Precisamos trabalhar para Deus do jeito dele. Ele nos sobrecarrega, para aprendermos a deixar nossa carga sobre ele. Confia-nos responsabilidades, para nos ensinar a lançar sobre ele todo o cuidado. E nosso serviço será realizado com alegria: “Cantai de júbilo a Deus, força nossa; celebrai o Deus de Jacó. Salmodiai e fazei soar o tamboril, a suave harpa com o saltério” (v. 1-2).