25 de Maio
Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques
a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.
Miquéias 6:8
Um perigo ameaça o cristão no fim da dispensação da graça: é o formalismo, ou seja, a forma exterior de piedade sem o envolvimento direto do coração. E, quando essa aparência religiosa assume formas bíblicas, o perigo é ainda maior.
Nesse capítulo, falando a Israel dos seus holocaustos e sacrifícios, o profeta diz: “Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite?” (Mq 6:7). Entretanto, o sacrifício era a base do culto e a unção santa, condição essencial ao sacerdócio. Mas, se entre os seus não há retidão de consciência, coração aberto e humilde, Deus rejeita tudo, mesmo o culto que ele próprio instituiu.
Em nossos dias, o mal é maior ainda. As pessoas falam das coisas santas, mostram zelo e se desdobram em atividades religiosas, mas sem que as principais condições do serviço sejam preenchidas.
“Praticar a justiça”: a consciência é despertada e disciplinada pela ação do Espírito da verdade. É ele a sentinela que impede a liberdade da vida do “eu” e as infrações à lei divina.
“Amar a misericórdia”: esse termo freqüente no Antigo Testamento aparece quase sempre em alguma repreensão dirigida a Israel. A misericórdia é o oposto da rigidez da lei, do apego fingido à lei, que condena nos outros o que permite a si mesmo. A misericórdia é divina e é dada ao coração que Deus abre e purifica.
“Andar humildemente com Deus”: se a primeira frase se refere à vida pessoal e a segunda, à vida com os outros, a terceira se refere à nossa relação com Deus. O meio de avaliar a nossa fé nesses três aspectos, como em tudo mais, é a cruz de Cristo, tornada real em nossa vida. O coração natural é orgulhoso, mas a humildade é o caráter do Cordeiro de Deus, que nos convida a aprender dele, que é manso e humilde de coração (Mt 11:29).
São essas as três condições para um serviço frutífero.