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abr 26

26 de Abril

Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!

João 20:28

Para Tomé, a tentação de ver o Senhor era muito natural. Ele tinha ressuscitado, nada mais normal que desejar vê-lo. Mas o Senhor lhe responde: “… Bem-aventurados os que não viram e creram” (v. 29).

O conhecimento do amor e do poder de Deus depende da fé que o discípulo tem. As grandes e preciosas promessas, cuja posse abre maravilhosas perspectivas à nossa vida, são oferecidas à fé. Por isso são felizes os que não viram, não sentiram, nem experimentaram uma sensação qualquer, mas creram no testemunho que Deus deu de seu Filho (1Jo 5:10).

Diante das mãos feridas de Jesus, toda a incredulidade de Tomé desapareceu e ele compreendeu que Jesus não era apenas Mestre, mas Deus e Senhor.

Será que ele é nosso Senhor? É isso o que ele deseja ser, e sem nenhum rival. Será que há outro em nossa vida? Ou talvez alguma coisa escondida, que ninguém conhece? Se desejamos conhecer o poder do Ressuscitado, é preciso cuidar para que ele ocupe o primeiro lugar em tudo. Então ele nos conduzirá ao seu triunfo e, à medida que o seguirmos passo a passo, utilizará nossa vida para demonstrar sua vitória sobre os inimigos, em toda parte (2Co 2:14-15).

Somente após a ressurreição o nome de Jesus foi precedido do título “Senhor”. A primeira vez que as duas palavras aparecem juntas encontra-se em Lucas 24:3. Esse título era reservado a César, e todo homem que pretendesse usá-lo podia ser punido de morte. Assim, compreendemos por que esse título provocava a raiva dos inimigos de Cristo. Do mesmo modo, hoje, o fato de aceitar a soberania do céu em nossa vida pode provocar o ódio do mundo. Mesmo assim, Jesus quer ser o nosso Senhor em toda a acepção desse termo.

Hoje, o melhor serviço que podemos prestar ao próximo é o de entregar inteiramente e sem reservas nossa vida ao Senhor ressuscitado. Se aceitarmos livremente sua soberania, ele poderá usar-nos como quiser, e o poder da ressurreição fluirá de nós, como rios de água viva.