26 de Agosto
… supondo ser ele o jardineiro…
João 20:15
Entre as numerosas e variadas cenas que os evangelhos inspirados nos contam, há essa que demonstra um total refrigério divino: Maria, inconsolável, cega por imensa dor, não reconhece o Ressuscitado. Inúmeros discípulos passam ainda hoje por essa mesma experiência: não o reconhecem.
Ele está aqui, perto de nós, mas continuamos a nos debater sozinhos, em uma situação que nos invade e esmaga. Em nossa dor ou decepção, ouvimos sua voz: “Por que choras?”. E assim como Maria, apresentamos o motivo, ou o que pensamos ser o motivo de nossa tristeza, mas não reconhecemos o próprio Senhor, que falou conosco.
Refletimos sobre o mal que nos aconteceu — “Levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram!” (v. 13) — sem ver que ele, o Ressuscitado, está presente com todo o socorro de que precisamos e como a única solução para o nosso caso.
Como Maria, pensamos “ser o jardineiro”, e atribuímos a causa de nosso estado aos homens, embora Jesus, nosso Senhor, se tenha revelado a nós como o Ressuscitado. Estamos tão absortos em nossos pensamentos, prisioneiros da situação, que não conseguimos ver todo o poder da ressurreição que está ao nosso dispor. Não vemos que ele está ao nosso lado, pronto a nos receber e a nos dar tudo o que nos falta, e ainda muitíssimo mais.
Muitas situações poderão ser transformadas se mudarmos de atitude. Só a presença do Senhor Jesus, até agora ignorada, dá-nos infinitamente mais do que tudo o que podemos imaginar. Ele está presente, com todo o fruto de seu triunfo redentor, mas continuamos a não reconhecê-lo. Quando isso acontece, ficamos entregues ao desespero, à mercê dos acontecimentos e do poder do inimigo. Temos de abrir os olhos para ver o Ressuscitado, abrindo também o coração para recebê-lo. Precisamos pedir a Deus que a inesgotável abundância da ressurreição inunde nossa vida e, através dela, o mundo, e que assim não pensemos mais em nós, mas nos outros e nele.