Date

maio 27

27 de Maio

Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.

Romanos 8:2

A lei descobre e condena o pecado sob todas as formas. A cruz de Cristo opera, condenando tudo o que somos por natureza, mas não apenas isso: a obra perfeita realizada por Jesus Cristo põe fim ao domínio da lei. Este é o terreno e o ponto de partida dessa gloriosa liberdade dos filhos de Deus, que permite ao “homem interior” ficar firme, livre da lei do pecado e da morte que domina o homem exterior (2Co 4:16).

As leis naturais do mundo físico oferecem uma maravilhosa ilustração das leis espirituais. A borboleta, ao sair da larva, é a imagem clara da libertação do homem interior para longe do domínio do homem exterior (Rm 7:22-24).

A lagarta é o corpo da borboleta até o dia em que ela sai para voar livremente em toda a sua beleza. Uma transformação invisível é operada internamente, mas o exterior permanece o mesmo, e o inseto fica prisioneiro desse casulo até o momento de sair. O olho humano só vê a lagarta, que não é bela e, além disso, fica suja de lodo. Essa é a imagem do homem exterior, que traz a marca das obras do Diabo e torna a posição do homem interior sempre mais dolorosa, até provocar seu brado: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7:24).

Até esse momento, o que é nascido de Deus, criado em Cristo pelo poder regenerador do Espírito Santo, permanece como que escondido, aprisionado nessa lagarta do homem exterior. Mas vem o dia, previsto pelo Criador, em que uma fenda se produz acima dos olhos da lagarta, estendendo-se por todo o revestimento que a envolve, e a borboleta sai da prisão, pura e bela, para voar no espaço. A vida do espírito no homem interior, até então abafada, começa a se firmar: não é mais comprimida, nem retida. O que é nascido de Deus cresce em nós. Assim o homem de Deus, a personalidade humana criada e restaurada à imagem de Deus, manifesta a presença do Senhor, consegue sair e encontra sua verdadeira liberdade.