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abr 28

28 de Abril

Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

1Coríntios 1:9

Essas palavras do apóstolo Paulo implicam um olhar para trás e outro para frente. Ele próprio podia dizer, lembrando-se do passado: aquele que me chamou à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, meu Senhor, é fiel. E, quanto ao tempo que lhe restava para viver no mundo, Paulo podia dizer pela fé, com toda a certeza: ele será fiel.

Quando olhamos para trás, podemos verificar com reconhecimento que Deus foi fiel a nós, desde o dia em que recebemos a salvação pela graça até o presente. E, pela fé, olhamos o futuro que nos é inteiramente desconhecido, podendo considerar com plena esperança os anos vindouros, até o dia de comparecer diante dele para lhe prestar contas de nosso trabalho. A fidelidade do Pai das luzes, em quem não há variação nem sombra de mudança, é o alicerce de nossa vida (Tg 1:17). Devemos ser reconhecidos porque Deus é fiel, sendo este reconhecimento uma fonte que faz jorrar de nosso coração e de nosso espírito a esperança que não engana.

A fidelidade de Deus é como o arco-íris: vai de um extremo a outro de nossa vida. Assim como esse arco glorioso, de cores vivas, ilumina a paisagem após a tempestade, também a fidelidade de Deus ilumina toda a nossa existência. Quando Deus nos tomou em suas mãos, pecadores que éramos, já era “aquele que começou a boa obra em vós” e “há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1:6).

Tanto em nós como ao nosso redor encontramos muita infidelidade, o que destaca ainda mais a fidelidade de Deus, que nos chamou à comunhão de seu Filho. E por isso devemos desejar uma vida sempre mais verdadeira e mais íntima com aquele que é fiel. Por essa razão queremos pedir a ele, do fundo do coração, que nossa vida reflita sua fidelidade e, antes de tudo, nossas relações com ele e com os que nos cercam sejam completamente tomadas por essa mesma graça divina.