Date

out 28
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28 de Outubro

Ah! Se eu soubesse onde o poderia achar! Então, me chegaria ao seu tribunal.

Jó 23:3

Esse desejo de Jó corresponde ao estado da alma de muitos cristãos. É verdade que muitos de nós, cristãos, vivemos como se estivéssemos ainda sob a antiga aliança, isto é, do outro lado da cruz, ao menos no que se refere à satisfação prática do poder e das riquezas da obra redentora de Cristo. Temos, talvez, conhecimento e “experiências” e fama de certo zelo e serviço. Mas no fundo de nossa alma, quando estamos a sós com ele, há esse desejo: “Ah! Se eu soubesse onde o poderia achar! Então, me chegaria ao seu tribunal!”.

Mas a noite passou e raiou o dia da graça; a resposta a essa questão foi dada. Entrando na glória, Jesus levou muitos de seus filhos, dizendo: “Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles” (Hb 2:10). E outra vez: “Eu porei nele a minha confiança”. E ainda: “Eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu” (Hb 2:13). O véu se rasgou, o caminho novo e vivo está aberto. O apelo dirigido à igreja de Deus é este: “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. […] Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça, para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4:14,16).

Dentro do véu ouvimos o que ele nos diz, compreendemos o que ele responde, porque a palavra de nosso Sumo Sacerdote é uma linguagem apropriada às nossas necessidades, e a resposta à nossa oração está além do que pedimos ou pensamos. De fato, para usar os termos do patriarca, ele nos achará e nos conduzirá até seu trono de graça soberana e de riquezas incompreensíveis.

Não podemos viver mais como se estivéssemos sob a antiga aliança. Devemos transformar nossos desejos em ações de graças! O caminho novo e vivo está aberto; ele nos conduz ao trono da graça, que é para a vida cristã a fonte e o centro de todas as coisas.